terça-feira, 1 de outubro de 2019

LIVRO EM CONSTRUÇÃO - SEGREDOS XIII

SEGREDOS – CAPÍTULO XIII
 
 SEGREDOS – CAPÍTULO XII
 “… Imersa nestes pensamentos Nanda nem se tinha apercebido de que chegara ao supermercado. Só quando a voz do “segurança” disse, alegremente: Bom dia, dona Nanda! – é que ela “desceu à terra” e apressou-se a ir fazer as compras.
Quando regressava, com um saco em cada mão, ouviu o telefone tocar. Como era complicado, com os sacos das compras, atender, deixou-o tocar, pensando: “Quando chegar a casa vejo quem ligou e retorno a chamada” …”

SEGREDOS – CAPÍTULO XIII
Liberta dos sacos das compras Nanda olhou para o visor do telemóvel verificando, com algum alvoroço, que fora Carvalho Araújo quem lhe ligara.
Depois de uns minutos em que tentou acalmar a ansiedade marcou o número e, passados poucos segundos ouviu a voz do “futuro patrão”:
- Nanda? Liguei-lhe há pouco…
- Sim, Araújo, eu sei, mas não pude atender, peço desculpa…
- Não tem importância. Eu gostava de falar consigo pessoalmente para acertarmos os últimos pormenores. Finalmente tudo está concluído e, neste momento posso dizer que a Ourivesaria Orvalho de Prata me pertence.
- Isso quer dizer que o dono aceitou vender-lhe só essa, separadamente da outra?...
- Exactamente! E ainda bem, sabe?, porque o outro negócio que eu tinha em vista para o caso de este falhar não me agradava tanto.
- Só por curiosidade – posso saber de que se tratava?
- Com certeza! Era ligado ao ramo da restauração.
- Ah! Ainda bem que não precisou recorrer a isso… - comentou Nanda.
- Por acaso eu também concordo… Mas a Nanda tem alguma coisa contra a restauração?
- Não exactamente… mas passei por uma pequena experiência pouco agradável, relacionada com farturas – respondeu Nanda, sorrindo levemente à lembrança do Chico das Farturas.
- Bom, se foi desagradável não vou pedir que me conte. Voltando ao nosso assunto, quando e onde poderemos encontrar-nos?
- Como hoje já é um pouco tarde… talvez amanhã de manhã, no Café Estrela, este que fica perto da minha casa…
- Perfeito! Encontramo-nos lá, então. Até amanhã.
- Até amanhã – respondeu Nanda, desligando o telemóvel.
Excitadíssima com a perspectiva de que muito brevemente começaria a trabalhar, ligou ao Tó Zé.
- Eu cá tenho as minhas razões para acalentar esperanças – ouviu-o dizer, em voz carinhosa.
- O quê? Não estou a perceber nada! Isso é alguma forma nova de atender o telefone?
- Sim, mas só quando fores tu a ligar, não é norma geral para toda a gente.
- Tu e as tuas conversas – replicou Nanda, que ainda não acalmara a sua excitação. Quando começas a falar por enigmas ninguém te endente…
- Não é nenhum enigma, só que, quando me ligas, renasce em mim a esperança de voltar a ter-te nos braços – respondeu Tó Zé com a voz carregada de mel.
Nanda ficou calada por uns momentos, em parte por não saber o que responder, mas especialmente para acalmar o coração que lhe saltava no peito. E pensou: “Eu estou mesmo carente! Porque é que este fulano agora mexe tanto comigo? Tenho que ser forte e não me deixar enredar.”
- Pois bem podes esperar sentado – conseguiu, por fim, responder. E, apressadamente acrescentou:
- Eu só te liguei para saber o que é que combinaste com o nosso filho sobre a vinda deles para cima. Ele hoje ainda não me ligou nem eu a ele, e tanto quanto sei havia a dúvida se tu ias buscá-los ou se era o sogro que os trazia…
- Tens razão, havia a hipótese de ser o pai da Catarina, a nossa nora, a trazê-los…
Nanda reparou no tom quase orgulhoso com que Tó Zé pronunciava “nossa nora”, como se fosse mais um elo a ligá-los.
- Entretanto – continuou o seu ex – ontem à noite falei com o Luís e combinámos ir eu buscá-los porque o sogro só podia vir daqui por uns dias. E, já que as acomodações para eles estão prontas… não vale a pena estar a atrasar a vinda, não concordas? Eu estou ansioso por conhecer o nosso neto, e penso que contigo se passa o mesmo…
Novamente aquele tom de voz acariciador, quase íntimo. Nanda sentia-se cada vez mais insegura, o que, ao mesmo tempo que lhe aquecia o coração, a irritava, pois não queria deixar-se envolver. Tó Zé pertencia ao passado e era lá que devia permanecer.
Foi, por isso, com voz firme que respondeu:
- Claro que se passa o mesmo. Tu deves saber que, para as avós, o nascimento de um neto é tanto ou mais importante do que o de um filho. Avó é mãe duas vezes!
- Vendo as coisas por esse prisma… avô também é pai duas vezes – rematou ele, esquecendo-se de que não fora um pai muito presente.
Nanda decidiu não pensar nisso, e terminou a conversa pedindo-lhe que fosse dando notícias quando iniciasse a viagem de regresso. 
Terminado o telefonema com o Tó Zé decidiu ir terminar a limpeza da casa que iniciara no dia anterior já que, no dia seguinte, iria encontrar-se com Carvalho Araújo e estava esperançada em começar a trabalhar muito em breve.
Foi buscar o material necessário e pôs-se ao trabalho. As mãos iam limpando o pó enquanto a cabeça lhe recordava a conversa que acabara de ter com o seu ex-marido.
Ficava sempre um pouco perturbada depois de falar com ele, o que atribuía ao facto de há cerca de um ano não ter um namorado para se distrair. Tinha urgentemente de combinar uma saída à noite com a Bela, pois os pretendentes não caíam do céu. “Tenho que ir à caça…” – e sorriu à ideia.
Sentia-se feliz. Parece que, finalmente, a sua vida estava a tomar um bom rumo.
As perspectivas de ir trabalhar com o Araújo faziam-lhe crer que iria ter um bom ordenado; o filho Luís estava prestes a vir morar para perto de si, e a lembrança de poder ter o netinho nos braças fazia-a sorrir de enlevo; o filho Miguel também lhe dissera que não tardava a vir de férias.  Tudo se conjugava para ela viver dias risonhos.
Assim pensando lembrou-se de novo de Tó Zé e de como ele estava diferente desde que soubera que ia ser avô.
A verdade é que ambos tinham vivido alguns anos felizes, e ela não podia esquecer que lhe devia muito. Não, Nanda não era ingrata, e sempre reconhecera que a atitude que ele tivera há trinta anos fora prova de grande nobreza de carácter – para além de lhe demonstrar que, de facto, a amava sem reservas.
Como era de esperar o seu pensamento voou para Alessandro, no fundo o grande responsável do seu casamento com Tó Zé…
***
No início do namoro Bela acompanhava-os, mas como depois teve de se ausentar com a mãe, eles passaram a andar sozinhos, o que lhes agradava muito mais.
 Os pais de Nanda davam-lhe liberdade para um namoro que imaginavam “à moda antiga”, em que os pares passeavam de mãos dadas, trocando juras de amor.
Ela saía todas as tardes para ir encontrar-se com o namorado, o que eles achavam perfeitamente normal visto Nanda já ter completado os 18 anos. Como sempre tinha sido uma menina entregue aos estudos, “com a cabeça no lugar” e sem pensar em namoricos como a maioria das jovens da sua idade, não lhe punham quaisquer restrições, confiando nela plenamente.
Como era tempo de férias Nanda dispunha de muito tempo, o que não se passava com Alessandro, que tinha de trabalhar na pesquisa para a qual fora enviado para Lisboa. Contudo, a necessidade de estar com Nanda era tão premente que algumas vezes descurava os seus afazeres, e só as chamadas de atenção de Milão o faziam descer à terra. Apercebendo-se do que se passava, e não querendo causar-lhe problemas, Nanda tomou a iniciativa de criar regras para os encontros, que passaram a ocorrer só a partir das cinco da tarde, quando ele encerrava o trabalho do dia.
Como resultado da restrição de tempo em que estavam juntos, o amor eclodiu como um vulcão. Cada vez a ligação entre eles era mais forte, criando laços muito apertadas, difíceis de desatar.
Jovens, viviam uma paixão sem algemas, tão forte que às vezes parecia irreal. Queriam abarcar o mundo que lhes parecia só seu.
Depois do primeiro beijo no bar da praia no dia do aniversário de Nanda, tímido e como que a medo, procuravam agora os lugares mais solitários para se beijarem com sofreguidão. Neste clima que cada vez se tornava mais intenso, sentiam crescer em si o desejo de se entregarem um ao outro, de satisfazerem o que começava a tornar-se insuportável.
Na cidade universitária, logo que Alessandro saía do trabalho e estando Nanda à sua espera no passeio em frente, procuravam os recantos mais isolados e aí se entregavam às suas manifestações amorosas que a cada dia se tornavam mais ousadas. Os beijos arrebatadores já não os satisfaziam, os corpos, jovens e sedentos, exigiam algo mais.
Naquele dia Nanda avisara a Mãe de que iam ao cinema, à sessão das seis e meia, e depois iriam comer qualquer coisa, pelo que chegaria um pouco mais tarde e não jantaria em casa. Sentia-se portanto perfeitamente à vontade, sem a pressão das horas para regressar.
Nas várias deambulações que todos os dias faziam à procura do “melhor lugar” acabaram por encontrar um local verdadeiramente isolado, longe de todos os olhares indiscretos, e onde se sentiam totalmente tranquilos.
É sábado, a universidade sem qualquer movimento, o dia chegando ao fim. Já se vêem no céu os tons avermelhados do anoitecer. Nanda e Alessandro sem qualquer vontade de se separar, continuam acariciando-se mutuamente, murmurando palavras quase sem nexo, apenas com o intuito de continuarem juntos.
Alessandro ousa um gesto mais íntimo e Nanda retrai-se. A severa educação que recebeu não a deixa desinibir-se por completo. O assédio de que fora vítima também a condicionava um pouco.
Com palavras em que tenta dissimular a excitação Alessandro murmura na sua voz doce, que o sotaque italiano torna ainda mais sedutora:
- Porque me afastas, amore mio? Eu penso em ti a todos os momentos, e isto faz-me sentir tão bem! Quero que sejas muito feliz.
Nanda encostou o seu corpo ao dele, e Alessandro pode sentir como ela tinha a pele arrepiada, no seu top de alcinhas. Rapidamente, num gesto de carinho, tapou-a com o blazer que colocara sobre os seus ombros quando saíra do trabalho. Ao mesmo tempo, segurando-a fortemente contra si, fê-la recostar-se de modo a ficar com as costas sobre as folhas caídas sobre a relva. Nanda deixou de oferecer resistência.
 A noite ia baixando. Já toda a gente tinha abandonado as proximidades. Encontravam-se sozinhos. Subitamente, puxando-a para si beijou-a sofregamente.
O jogo amoroso iniciava-se. Os sentimentos de ambos, tanto tempo recalcados, extravasaram. Entravam numa espiral sem retorno.
Lentamente, Alessandro foi lhe descendo as alças do top, acariciando os seios que, jovens e firmes, se lhe ofereciam como num altar. Como que em “slow motion” foram retirando as roupas um ao outro, entregando-se assim, sem reservas, àquela paixão que os enlouquecia.
O desejo de ambos passou a ser incontrolável e no chão, ao lado da roupa retirada dos corpos, consumaram, numa loucura frenética, a paixão que tinham acumulada.
Parecia-lhes ouvir ao longe uma música suave, embalando-os e transportando-os para outro universo.
Exaustos pela força com que se amaram, repousam agora, felizes.
Os corpos nus, transpirados, são percorridos por um leve arrepio. Apesar da temperatura anormalmente elevada daquele dia - o Verão estava a chegar ao fim - a noite refrescara um pouco.
Recompuseram-se a custo. Os corpos suados pareciam não querer separar-se. Mas o tempo não pára, e Nanda tinha de regressar rapidamente para evitar alguma reprimenda ou, na pior das hipóteses, alguma proibição de sair tantas vezes de casa.
A partir desse dia a vontade de se encontrarem a sós cresceu assustadoramente.
Depois do arrebatamento da primeira vez, já mais calmos, compreenderam o risco que corriam ao exporem-se num local público, por muito recatado e longe de olhares indiscreto que ele fosse.
Alessandro propôs, e Nanda imediatamente aceitou, que passassem a encontrar-se no T1 que ele alugara à chegada a Lisboa. E assim passou a ser.
Passaram então a viver dias de perfeita loucura. Completamente à vontade, entregavam-se àquele amor que os enlouquecia como se não houvesse amanhã.
Alessandro não se cansava de acariciar a curvatura do pescoço de Nanda, a macieza da sua pele, a beleza dos seios que ele beijava ao de leve, demorando-se em cada gesto como se quisesse eternizá-lo.
Nanda, de olhos fechados, sentia a leveza das suas mão a acariciá-la, num enlevo que a transportava como se viajasse num veleiro para outros mundos, onde a felicidade não tinha fim.
Uma vez por outra, de mãos dadas, passeavam à beira rio, vagarosamente, aspirando o ar de fim de Verão, serenos e felizes. Beijando-se meiga e suavemente, apreciavam os veleiros do Tejo com as velas brancas enfunadas, deslisando sobre as águas, levados pela leve brisa do anoitecer.
Os olhos de ambos apenas viam o lado belo da vida.  Riam de tudo e de nada, só por estarem juntos e se sentirem felizes.
E assim decorreram três semanas que, a seus olhos, pareciam minutos.
Por norma, Alessandro não telefonava durante as horas de trabalho. Um dia, inesperadamente, Nanda olha para o visor do telemóvel que começara a tocar e vê que quem lhe estava ligando era o seu namorado.
Sem saber explicar porquê sentiu um arrepio…
  
Maria Caiano Azevedo

40 comentários:

chica disse...

Lindo mais esse capítulo,Mariazita e tua inspiração romântica agrada sempre... Era fácil saber não ser nenhum enigma: apenas o amor... beijos, tudo de bom,chiuca, feliz OUTUBRO!

Kasioles disse...

Querida amiga: Siento que no pueda comentarte cuando publicas ya que me he perdido todos los capítulos que llevas publicados, pero me ha entrado gran curiosidad por conocer el argumento de tu libro y hoy me he decido por buscar el primer capítulo y leerlo.
¡Lo has conseguido! Ya me tienes enganchada, de momento sólo sé que la protagonista es Nanda, que tiene dos hijos, el mayor casado, buen estudiante y vive en Bélgica, su otro hijo no le ha salido igual pero vive en Portugal y con una chica que conoció allí, trabaja eventualmente y como es un poco cabeza loca, suele pedirle dinero a su madre que, separada de su marido, actualmente se ha quedado sin trabajo y no se siente bien.
Le cuenta a su médico lo que le ocurre y alguien escucha parte de la conversación, al salir de la consulta un hombre la aborda y le da una tarjeta con su dirección, le dice que dentro de unas semanas puede tener una solución a sus problemas.
Te lo escribo en este comentario por si hay más personas que, como yo, no saben todavía de qué va tu libro y así se pueden ir enterando.
Desde aquí les digo que vale la pena seguirlo, a mí me ha enganchado y mañana, cuando tenga un rato libre, me leeré el segundo capítulo.
¿Qué tal te encuentras?
Ya me dirás lo que te ha dicho el médico. Ojalá todo marche bien.
Cariños.
kasioles

Lúcia disse...

E já lá se vão treze capítulos!!!
Nanda parece muito dividida nos sentimentos d'amores do passado e d'agora. À cada narrativa tão bem elaborada, fica-se a imaginar o que está por vir! Será Nanda feliz em seu novo trabalho? Como será seu comportamento quando estiver no convívio com o filho, o neto e o ex? Fico aqui, do outro lado do Atlântico na maior expectativa, ansiosa leitora que sou! Um forte abraço, Mariazita amiga!

esteban lob disse...

Nanda, Alessandro y personajes singulares adornan tu fantasía pródiga, Mariazita, para beneficio de tus lectores en tantas latitudes distintas.Me incluyo.

Abrazo austral.

Emília Pinto disse...

Não sei....mas parece-me que a vida da Nanda vai continuar com o seu ex marido; com a chegada do neto e com um maior convivio entre eles, a familia vai reconstruir-se. Mas quem és tu, querida Amiga! Esperemos, com paciência, os próximos capitulos, pois ainda há muita coisa por explicar. Está a ser muito interessante a história, bem escrita e de fácil leitura. Parabéns, querida Mariazita e obrigada por nos proporcionares momentos tão belos. Um beijinho muito, muito especial
Emilia

Carla Ceres disse...

Que maldade, Mariazita, interromper a narrativa logo agora! :) Eu queria saber o que estragou o namoro com o italiano. Já desisti de adivinhar. Você sempre me surpreende. Parabéns pela cena de sexo! Ficou bonita. Que o próximo capítulo venha logo! Beijinhos!

Daniel Costa disse...

Querida amiga Marizita deste forte como escritora, como sempre fui lendo cada vez mais interessado. No entanto tentando adivinhar, para onde a Nanda se vai cair. Tenho cá a minha ideia na verdade, mas nada como acompanhar a bonita história amorosa. Pode o Alessandro ter fé no elo constituído pelo neto. Agora... A pergunta que se põe, é se o elo é suficiente forte para o embrulho!
Asseguro que, a novela me parece muito bem encaminhada.
Beijos

Elvira Carvalho disse...

Mais um excelente episódio que nos deixa em ânsias pelo próximo.
Abraço e um mês de Outubro com saúde e alegria

Amélia disse...

Querida Mariazita é com grande entusiasmo que li mais um episódio de uma bonita história de amor. Anciosa que venha o próximo.
Beijinhos

Ana Tapadas disse...

Interessante! Boa teia narrativa.

Beijo e bom regresso

Kasioles disse...

Como te decía esta mañana, cuando te escribí el comentario, el primer capítulo de tu libro ya me enganchó y ahora, pese a que ya debería de estar en la cama, no he podido remediar la tentación de leer tu segundo capítulo:
Y ella se quedo sin saber que hacer con la tarjeta que aquél extraño bien vestido le había dado, pensó en tirarla, pero al final la guardó en el bolso.
Se sentía cansada y decidió regresar a casa. Un poco antes de llegar, vio que la furgoneta de su vecino Francisco no estaba aparcada en el lugar habitual y se acercó, su sorpresa fue grande al encontrarlo con la cabeza apoyada en el volante y llorando.
Logró, tras preguntarle varias veces, que se sincerase con ella y el acabó confesando que el médico le había dicho que si no dejaba el trabajo que venía desarrollando habitualmente con su furgoneta, acabaría en una silla de ruedas. Nanda trató de animarle y él pensó que pudiera ser buena idea buscar a un socio, el negocio daba para dos.
Nanda le sonrió y le propuso ser su socia, acordaron un periodo de prueba de dos semanas, no sabía si sería capaz de desempeñar airosa el trabajo y si la remuneración le compensaría.
Al llegar a casa le esperaba meneando el rabo su perro Tejo, como estaba cansada le hizo poco caso y se tumbó en la cama, se sacó los zapatos que le molestaban y vino a su mente el hombre misterioso que le había dado la tarjeta, luego volvió a la realidad, el teléfono estaba sonando.

Querida amiga, me encanta como escribes y aunque tengo que consultar varias veces al traductor, lo entiendo bastante bien.
Ah! Puedes utilizar un edulcorante apto para diluirlo en caliente, no creo que altere en nada el rico sabor de esa mermelada de albaricoques, igual de rica está si es de melocotón y ahora aún los hay en el mercado, los albaricoques ya no los hay.
Cariños.
kasioles

Ruthia disse...

Tive que me rir ao lembrar a experiência trágica com as farturas. Mas o ponto alto deste episódio é a analepse apaixonada. Não há paixões como as da juventude. Já se vê onde tanto fogo conduzirá...

Beijinho
Ruthia

O Berço do Mundo

Olinda Melo disse...


Mariazita, querida Mariazita,

que leitura absorvente nos ofereces, neste capítulo:
o amor consumado de Nanda e Alessandro, e o telefonema dele
que parece não trazer bons augúrios. Por outro lado, o que terá
o ex-marido feito pela Nanda, assim tão importante, que ela se sente
ainda agradecida?

Um bom par de suspenses que tu vais ter de resolver, minha querida
amiga :) Portanto, aqui fico à espera da continuação desta bela história.

Até ao próximo capítulo!

Beijinhos

Olinda

Jaime Portela disse...

Mais um capítulo bem interessante, onde a história se vai desenrolando em tempos diferentes, mas muito bem conjugados, com uma excelente narrativa.
A parte má deste capítulo é que só daqui a um mês é que vem o próximo...
Querida amiga Mariazita, um bom resto de semana.
Beijo.

Tais Luso disse...

Você sabe contar, Mariazita, tem um poder de sintase grande para uma história complexa!
E vamu-qui-vamu!
Beijo, querida amiga, bons dias pela frente, parece que há eleições por aí, não?
Bom voto!

Kasioles disse...

Ya he leído el tercer capítulo de tu libro, cada vez me gusta más y paso un rato entretenido pese a que, a veces, tengo que ir al traductor cuando encuentro dificultad en la comprensión de alguna palabra.
Nanda no quiso coger el teléfono, se imaginó que sería su hijo Luís y que quería pedirle dinero, su situación económica no era buena ya que seguía desempleada.
Pero se decidió a llamar a su exmarido para tratar de tenerle al corriente de la situación de su hijo Luis.
To Zé enseguida reconoció su voz y muy cariñoso le dice que nunca se olvidó de ella, no lo podía creer, actualmente vivía con otra y tenían un hijo en común.
Se centró en el motivo de su llamada y le dijo que su hijo Luis le iba a hacer abuelo y que su situación económica no era nada buena.
To Zé se alegró y le contestó que no iba a dejar a su nieto morir de hambre que buscaría alojamiento para ellos, su casa era pequeña y la de Nanda también.
Tras la conversación con su exmarido, estaba contenta y reconoció que aún era una mujer atractiva, no llegaba aún a los 50 años.
Se preparó la comida, recogió la cocina y llamó a su amiga Bela para salir a andar, quedaron dentro de media hora. Se vistió con ropa de deporte y al poco recordó que tenía que llamar a su hijo, se le hacía tarde y decidió dejarlo para la vuelta.
Estaba a punto de salir de casa cuando sonó el teléfono, era Luis que le dejaba un mensaje de voz diciéndole que le había llamado varias veces y que precisaba hablar con ella con urgencia, su voz denotaba ansiedad.

Gracias por escribir tan bien y enganchar a tus lectores.
Cariños.
kasioles

SOL da Esteva disse...

Ah, os filhos e os netos mais perto do coração...
Mas o que mais mexe é a perspectiva de emprego "total". É que isto de "ir á caça" não é tão fácil para acertar nas contas,
Vamos esperar o encontro, não?


Beijo
SOL

Kasioles disse...

Hola, Mariazita ¿Qué tal estás? Ojalá que todo marche bien y pronto me cuentes algo.
Ya he leído el cuarto capítulo, es muy largo, intentaré resumirlo:
Después de escuchar el mensaje de su hijo Luis, su voz denotaba urgencia, dudó si hablar con él, su amiga la esperaba.
Pero era madre y le llamó mientras caminaba al encuentro de Bela.
Su hijo estaba emocionado, le comunicó que había sido abuela de un niño precioso, sorprendida por el rápido parto, le preguntó qué había pasado, pero todo estaba dentro de la normalidad, Catarina se habría equivocado al echar las cuentas. Madre e hijo estaban bien y él se sentía feliz y orgulloso. Nanda se ofreció para ir a ayudarles pero Luís le dijo que no hacía falta, que su mujer se había ido a casa de su madre con el bebé, que estaban bien atendidos y que él la visitaba todos los días después del trabajo, no se podía permitir perderlo.
Tengo una buena noticia, dijo Nanda, he hablado con tu padre y al saber que iba a ser abuelo se alegró mucho, a su nieto no le iba a faltar nada y me prometió que os iba a buscar un alojamiento y ayudaros hasta que encontrases un trabajo.
Se despidieron, apagó el móvil y le explicó a Bela que ya había sido abuela. Era tarde y dejaron la caminata para otro día. Nanda tenía que hacer llamadas para comunicarla noticia.
De regreso a casa se paró en una cafetería a tomar un vaso de agua y su pensamiento retrocedió 30 años... tenía entonces 17 y caminaba distraída, un golpe la hizo girar, estaba furiosa, pero se detuvo al ver a un joven con voz dulce que le pedía disculpas en italiano, se disipó su enojo al fijarse en sus preciosos ojos azules. Él le pidió perdón pues estaba preocupado y andaba distraído. Nanda no supo que contestar. Se quedó con el nombre de Alessandro Adari.
La voz del camarero hizo que volviese a la realidad y continuó su camino a casa.
En el rellano de la escalera se encontró con su vecino Jorge, siempre amable y respetuoso. Le comunicó que había sido abuela y él no lo creía, más que abuela parecía hermana de sus hijos.
Nanda entró en su casa y se dijo:¡Siempre tan galante y simpático este Jorge! Y esos ojos azules... Si no fuese aquél pequeño defecto yo sería capaz de dar unas vueltas con él en el carrusel.
¡Qué desperdicio Dios mío! y rió.

Una vez más te doy las gracias por los buenos ratos que me haces pasar con la lectura de tu libro.
Cariños.
kasioles

Lúcia Silva Poetisa do Sertão disse...

Um capítulo lindo, romântico e intenso, amei!
Beijos e feliz semana!

Maria Rodrigues disse...

Que seria que o Alessandro tinha para dizer à Nanda, não me parece que fosse muito agradável para ela. Já estou a imaginar um pouquinho o desenrolar da história, vamos ver se acerto nalguma parte....
Fico a aguardar o próximo capítulo.
Beijinhos
Maria

Graça Pires disse...

Continuo a seguir a sua história com entusiasmo e muito prazer.
Uma boa semana.
Um beijo.

Majo Dutra disse...

E surgiu outro romance dentro do romance...
Um longo capítulo, mas muito interessante.
Estive a ler completamente absorvida. Os primeiros amores, de
18 anos, dizem ser inesquecíveis... eu fico admirada porque
nessa idade, era completamente imatura para a paixão.

Parabéns, querida Amiga, por ter esses dom fantástico.
Ótimo Outubro e dias repletos de tudo que é bom para si.
Grande e terno abraço.
~~~

Fá menor disse...

Bem! A seguir virá a parte do sofrimento... porque nem tudo são rosas.

Estou a gostar muito da narrativa. O dom de saber contar.

Beijinhos, amiga!

Kasioles disse...

Querida amiga: Agradezco mucho tus letras y los ánimos que me das al decirme que los resúmenes que hago de tus capítulos están bien.
Nunca he sabido sintetizar ¡qué más quisiera yo! pero lo hago con la mejor voluntad posible.
Tengo una amiga española a la que hablé de tu libro y le he contado los dos primeros capítulos que había traducido, le prometí que seguiría traduciendo los que tenías publicados y así, ella, al entrar en tu blog, podrá ir leyéndolos en español sin ninguna dificultad.
Lo que sí siento, es que se pierda esos diálogos de humor que yo no puedo traducir por no alargar más la síntesis que pretendo hacer, pero reconozco que forman parte de la "sal" de tu libro que lo hace mucho más amenos y nos arranca una sonrisa de vez en cuando.Muchas gracias por esos buenos ratos.
Paso ahora a sintetizar el capítulo número 5, lo haré en el siguiente comentario.
Abrazos.
kasioles

Kasioles disse...

CAPÍTULO V
Telefoneó para comunicar que ya era abuela, estaba contenta.
Recordó la reacción de su ex al saberlo, se sentía feliz, les estaba buscando un alojamiento y un trabajo a su hijo, lo daría todo por su nieto.
Nanda se fue a dormir sin lograrlo, de tantas vueltas, cayó rendida y, entre sueños, ya que tenía a su nieto en brazos, escuchó el sonido del teléfono, refunfuñando lo cogió preguntándose quién podría ser a las 7 de la mañana. La voz de el Chico (Francisco) sonó preguntándole dónde estaba. Malhumorada contestó que en la cama. Chico no lo podía creer, llevaba tiempo esperándola y ella seguro que se había olvidado de que era la FERIA DE MACARIO y deberían estar de camino. Chico le repetía una y otra vez que los inventos estaban en el almanaque y que tenían que ir, era necesario para que el negocio prosperase.No entendía de lo que hablaba Chico hasta que, ya despierta se dio cuenta que se refería a los EVENTOS y se arregló rápido.
Recordó que había hablado con él de llevar la furgoneta, montar la tienda y vender churros.
Chico, al verla, estaba nervioso, aquello no volvería a repetirse, ya tendrían que tener la tienda montada a esas horas.
Le dijo a Nanda que llevase la furgoneta y lo hizo sin dificultad. Llegaron rápido y se dieron prisa para ordenarlo todo y hacer la masa para los churros.
Nanda sudaba y la clientela se amontonaba, no podía ir más rápido. Chico cobraba y la animaba a que apurase. Nanda estaba arrepentida de haberse metido en semejante fregado.
Al atardecer, recogieron e iniciaron el camino de regreso, Nanda aprovechó para decirle que quería abandonar el trabajo. Chico no salía de su asombro, ella se había comprometido, la palabra valía tanto como un papel en el Registro, pero Nanda estaba decidida.
Como no querían terminar enfadados, decidieron olvidar la conversación y continuar como si nada hubiese pasado.
Nanda llegó a casa, se metió en la ducha con idea de quitarse el olor a churros y mientras le acariciaba el agua, recordó los ojos verdes de su vecino RUI Y los azules de Francisco, no pudo por menos que murmurar ¡Qué desperdicio Dios Mio!
Era tarde y se decidió a cenar en un restaurante cercano, se sentó en la mesa de siempre, el empleado estaba hablando con un cliente que se le hizo conocido ¿Dónde lo he visto, se preguntó? Sin saber el porqué, le vino a la mente Alessandro. ¿Por qué se acordaba tanto de él desde que nació su nieto?
Y revivió el primer encuentro que tuvo con él, la había empujado.¡Vaya forma de pasear!le había dicho creyendo que era un turista italiano. Le contó que venía de trabajar en la FACULTAD DE CIENCIAS, que estaba haciendo un trabajo de investigación, le contaré más si acepta a comer conmigo.
El empleado del bar interrumpió sus pensamientos ¿Qué va a querer la Sra? Pidió una ensalada con pollo.
Antes que el camarero se marchase le preguntó: ¿Conoce al señor que acaba de salir del bar?
Continuará....
Cariños.
kasioles

Diná Fernandes disse...

Boa noite amiga Mariazita,

Um conto envolvente muito bem narrado. Gostei de ler.

Amiga estive ausente devido meu tratamento, agora já estou retornando as atividades, desculpe a ausência.e alegrias.


Noite de paz

Bjs

Jaime Portela disse...

Mariazita, um bom fim de semana.
Beijo.

SOL da Esteva disse...

...Sempre que a "coisa" parece correr pelo melhor, os acontecimentos precipitam-se. Oxalá não seja assim.



Beijo
SOL

Diná Fernandes disse...

Olá amiga Mariazita,

Feliz com sua gentil visita que tanto me alegra.
Não há que se desculpar querida, todos temos vida extra-net, nem sempre podemos estar toda hora com disponibilidade.
Venha do puder, serás sempre bem vinda.

Bom domingo com paz e alegria
Bjsss

betonicou disse...

Oi mariazita! Me desculpe pela demora! A historia vai se desenrolando em bela e caprichosa narrativa. Confesso que às vezes tenho que voltar ao capitulo anterior para me contextualizar . O livro vai se encorpando com maestria. Feliz semana. Grande beijo.

O Árabe disse...

Gosto da forma como misturas passado e presente e, principalmente, da leveza e do lirismo com que tratas os temas de amor. Acredites, ou não, fazes-me voltar aos tempos da minha adolescência, quando assim eram os romances! Belo post, Mariazita; meu abraço, boa semana!

Kasioles disse...

Querida Mariazita: Como acabo de publicar y ya tengo unos cuantos comentarios, se me está acumulando el trabajo y la traducción del sexto capítulo de tu libro se estaba retrasando.
Hace unas horas me ha llamado una amiga y me preguntaba si ya tengo traducido el siguiente, ahora mismo paso a escribir lo que he resumido y así ella también lo podrá leer:

Nanda quería saber quién era el señor que hablaba con el camarero y, cuando estuvieron a solas, le preguntó si lo conocía. ¡Pues claro! es el ingeniero Carballo que ha llegado hace unos meses, quiere invertir en su tierra natal, se quedó sin padres de muy pequeño y lo criaron sus abuelos y un tío que le dio estudios en el extranjero. Antonio, el empleado del bar, se sorprendió que Nanda, siendo licenciada en finanzas, no le conociera. Nanda le explicó que sólo tenía un curso superior de contabilidad, pero para el camarero era lo mismo ya que, ningún empresario llevará bien sus finanzas si no sabe contabilidad. Nanda entendió su razonamiento.
Nanda enseguida se dio cuenta que, el tal Carballo, era el mismo que la abordó al salir de la oficina de empleo y le dio su tarjeta.
De camino a casa pensó en el ingeniero y se dijo que la conversación que mantuvo con él días atrás, empezaba a tener sentido.
Al llegar al portal se encontró con su vecina Carla, las dos simpatizaban y se saludaron amigablemente.
Carla aprovechó para darle la enhorabuena por su nieto ¿Ya lo sabe? dijo Nanda. Carla le contó que la noticia se había corrido no sólo por todo el edificio sino también por el barrio, Nanda pensó que no era ningún secreto.
Hacía mucho que no hablaban y la invitó a pasar a su casa. Carla se sinceró con ella y confesó que no tenía amigas, que el resto de los vecinos se limitaban sólo a saludarla cuando la veían. Nanda le sacó importancia, en realidad Carla hacía poco tiempo que había ido a vivir allí y el resto de los vecinos se conocían desde la construcción del edificio, con un poco de paciencia, le dijo, pronto te sentirás como parte de esta gran familia.
Volvieron a tratar el tema del nieto de Nanda y estuvieron de acuerdo en que las buenas noticias hay que propagarlas,ya que, de las malas, ya se encarga la televisión.
Al mencionar las malas, salió en conversación Alberta, una joven con síndrome de Down que siempre se la ve con un hombre diferente, todos se aprovechan de su deficiencia, son unos sinvergüenzas.
Debido a la alteración en sus cromosomas (en el par 21, en lugar de tener dos, tienen tres) las personas con este síndrome tienen más apetito sexual y,junto con su forma de ser cariñosas, amables, simpáticas, van coleccionando hombres con los cuales tienen sexo sin control ¡Menos mal que tienen dificultades para quedarse embarazadas!
Nanda comentó que, siempre que veía a Alberta, le recordaba a una chica de Beira, el pueblo de sus abuelos. ¡Qué casualidad, mis abuelos también eran de allí, dijo Carla!
A las preguntas de Carla, Nanda le fue contando que iba todos los años a verlos, en verano sólo una semana pero, en invierno, se pasaban las Navidades con ellos, ya que su padre tenía más vacaciones.
Carla tenía vagos recuerdos del pueblo, sus abuelos se habían trasladado a la ciudad muy pronto.
Pero Nanda recordaba cuando iba con su padre al pinar a buscar musgo para armar el belén, llevaban cesto y navaja para que no se estropease al transportarlo y, al volver, helados de frío, se acercaban rápido a la chimenea para calentarse. Lo que sí recordaban las dos era el olor a canela y limón que desprendían los Bolinhos de Jerimu.
Nanda también recordó otro ritual que le encantaba O DOTIÇAO DE NATAL, su padre iba solo a buscar un grueso tronco de pino que se prendía la noche de Navidad y se conservaba ardiendo lentamente, sin llama, hasta el día de fin de año, después se apagaba a media noche y se volvía a encender cuando había tormentas, se decía que tenía poderes para detenerlas y evitar desgracias en personas y animales.

Kasioles disse...

Continuación CAPÍTULO VI:

Nanda también le contó que era hija única, que su padre era su héroe y ella su princesa, que su madre era más exigente con ella pero que también la quería mucho, que cariño nunca le ha faltado. Ella reconoció que nunca estuvo a la altura de las expectativas de su madre, la quería perfecta y ella sabía que no lo era.
Se les hizo tarde, Carla tenía que ir a buscar al colegio a los gemelos, disculpa, le dijo Nanda, no te pregunté por ellos ¿Cómo están? Bien, pero la semana pasada Tiago me ha dado un susto y lo tuve que llevar al hospital, no fue nada grave, pero no veo la hora en que los pueda operar, ya sabes como está la Sanidad en Portugal.
Yo voy a atender a mi "bebé Tejo" no vaya a ser que riegue...

Hasta el próximo capítulo, te dejo un fuerte abrazo.
Kasioles

Marina Filgueira disse...

¡Hola Maiazita!

Admiro la capacidad que tienes para escribir estos bellos y largos relatos, de los cuales harás un buen libro, historias y peripecias que desenvuelves a la perfección y va reflejando la vida misma de cualquier ser humano, con altos y bajos sonrisas y lágrimas y donde los personajes todos simpatizan súper bien.

Ha sido muy placentero leer este capítulo, gracias por darnos tanto y tan bonito.
Te dejo mi cálido abrazo y mi gratitud, tanto por tu buen hacer, como por tu huella en mi espacio.

Se muy, muy feliz.

Jaime Portela disse...

Passei para te avisar que "não me peças mais poemas"...
Mas não te assustes, é só da boca para fora...
Querida amiga Mariazita, continuação de boa semana.
Beijo.

SOL da Esteva disse...

Concretizar desejos interiores é o renascer da verdadeira Esperança.


Beijo
SOL

O Árabe disse...

Meu abraço, amiga, e votos de boa semana. Aguardo as novas peripécias. :)

Kasioles disse...

Querida amiga: Agradezco tus letras en mi espacio y, con más razón, porque no andas sobrada de tiempo.
A mí también me está costando trabajo el poder compaginar las clases en la universidad con el blog y la traducción de los capítulos de tu libro, pero reconozco que, esto último, es un ejercicio extraordinario para entender cada vez mejor tu idioma. Soy una alumna que va progresando adecuadamente. Sonrío.
Ahora estoy intentando resumir, lo más posible, el largo capítulo VII que ¡al fin! he logrado traducir.
Cariños en un fuerte abrazo.
Kasioles

Kasioles disse...

Y ahora paso a resumir lo más brevemente que pueda el VII capítulo de tu libro:
Tejo la esperaba impaciente para salir a la calle.Corría de árbol en árbol marcando su territorio.
Mientras Nanda sujetaba la correa, iba pensando en su conversación con Carla.
Su marido y ella eran dos almas con gran corazón, habían adoptado a esos gemelos con el problema del labio leporino ¡Mucha suerte habían tenido esos niños al encontrar unos padres tan buenos!
Terminado el paseo con el perro, volvió a casa, se sentó en el sofá, encendió el televisor y se puso a pensar en todo lo sucedido en ese día. Podía analizar la información que le había dado el camarero del bar sobre el ingeniero Carballo. Como ya era de noche, se fue a dormir.
Al día siguiente se levantó pronto, desayunó ligero, no podía permitirse perder su figura, tenía que ser muy cuidadosa con lo que comía y no dejar las caminatas. Había quedado con Bela para andar. La encontró en la cafetería con la tablet abierta. Tras saludos efusivos, Bela preguntó: ¿Sabes lo que es un count down? Si, una cuenta regresiva, cuenta atrás. Bela siguió haciéndole preguntas: ¿Cuántas personas conocen este significado?¿Cuántas palabras portuguesas son utilizadas por cadenas de TV inglesas o francesas? Nanda no tenía ni idea y no sabía a qué venían tantas preguntas.
Bela le contó que estaba escuchando un programa matinal de esos que ofrecen dinero en el que decían que la lengua portuguesa tiene 400.000 vocablos y que por eso no hay necesidad de recurrir a palabras extranjeras. Se quejaba de que estos programas tenían que emplear palabras comprensibles para un público no letrado. Ella era una purista de la lengua y las modernidades no las aceptaba.
En fin, dijo Nanda ¿Vamos a caminar? Bela se sinceró y le confesó que la había llamado para charlar con ella, hacía tanto que no hablábamos... Lo dijo con un tono y gesto mimosos.
Pues bien, aquí estoy a tu disposiciòn, pero no tienes que usar disculpas, ya sabes que a un deseo tuyo vengo corriendo.
Ah! Tengo una novedad para contarte, le dijo Nanda. Cuenta, a mi me gustan las noticias nuevas, pero, antes te haré una pregunta: ¿Cuando le hablaste a Carla de la Navidad le mencionaste lo de las janelas (ventanas)? Pues claro que le hablé y no sólo de las Janelas sinó también de los Reyes Magos. Lo sabía de forma vaga.
¿Le hablaste de roma? Insistió Bela. Si, doña perfecta. Pero para que no te quedes rumiando en el asunto, ya que sé cómo eres, te voy a contar todo:
Sobre "CANTAR AS JANEIRAS"le dije que era una tradición, consistía en formar grupos de hombres y mujeres que, al comenzar la Navidad, iban cantando temas religiosos de casa en casa. Los propietarios ofrecían a los cantantes frutos secos, castañas y dinero, al final las golosinas se repartían en una comida en la que participaban todos, el dinero era para las almas del purgatorio, se daba a la iglesia.

Kasioles disse...

CONTINUACIÓN DE LA TRADUCCIÓN DEL CAPÍTULO VII.

Actualmente esta tradición está en desuso ¡Muy bien! Aplaudió Bela.
En cuanto al día de Reyes la explicación fue más simple ¿Quién no sabe lo que es el día de Reyes? Todos saben que ese día se celebra la llegada de los tres Reyes Magos al pesebre donde se encontraba el niño Jesús y los regalos que le llevaban.
Lo que pocos sabrán es el significado de esas ofrendas:
El oro simboliza la Realeza, el incienso, significa Fe y la mirra representa la Pureza.
Todos los presentes eran dignos de un Rey, el REY DE LOS JUDÍOS.
A BELA le pareció perfecto y disimuló su emoción. Está claro que no te has olvidado de nada.
Además le conté a Carla que, en tiempos pasados, se creía que las peticiones hechas a los R. Magos serían atendidas el 6 de Enero, y que el año transcurriría próspero y con mucha suerte, pero, para que eso sucediese, las peticiones tenían que ser acompañadas de la ingestión de bayas de granada, pero no servía una cualquiera, tenía que tener los "7 picos" intactos, la corona de la granada tenía que estar sin ninguna rotura.
Uf! Ya me canso de tanto hablar, pero Bela le pidió disculpas por ser tan insistente ya que a ella le gustaría que las tradiciones no se perdiesen y se transmitiesen de padres a hijos. Nanda lo entendía.
Al fin cambiaron de tema y Bela le recordó a Nanda que tenía novedades para contarle.
Sí, tú sabes que yo estoy preocupada por no encontrar trabajo, y tú sabes también,le dijo Bela, que me aflige verte así y, por enésima vez vuelvo a decirte que no entiendo el motivo por el que no vienes a trabajar conmigo, en la empresa de mi padre, además mi padre paga bien y es excelente patrón, no es demasiado exigente conmigo y tampoco lo sería contigo. Deja que hable con mi padre, le dijo Bela. La palabra padre quedó resonando en la cabeza de Nanda y, en un momento, se acordó de lo ocurrido hace años y que la había marcado profundamente.
Era un día radiante de verano que acabó transformándose en un día gris y triste.
Tenía 15 años y era amiga inseparable de Bela, había quedado en que iría a su casa pues Bela quería enseñarle una ropa que le había comprado su madre y luego irían a la playa.
Después de llamar al timbre, Nanda se extrañó que, a aquellas horas de la mañana le abriese la puerta su padre, temió que hubiese ocurrido algo que le obligase a volver a casa, pero no.
Como otras veces, el padre de Bela la abrazó y ella correspondió, era un hombre atento y amable.
Pero el abrazo se prolongó más de lo habitual,aunque ella no le dio importancia hasta que sintió un cierto desagrado cuando notó que la mano de él se deslizaba hacia sus nalgas al mismo tiempo que la apretaba hacia su cuerpo. Nanda pese a su juventud, pudo darse cuenta de que él estaba muy excitado.
Horrorizada e incrédula, intento apartarlo suavemente, sin querer darle a entender que se había dado cuenta. Ël reaccionó presionándola todavía con más fuerza e intentando besarla en el cuello.
No te separes, le decía, yo sé que a tí también te gusto, te haré feliz.
Nunca había visto en él la mínima agresividad pero la fuerza con que la sostenía no dejaba lugar a dudas: Quería violarla.
Aterrada, sentía que le faltaban fuerzas para evadirse de ese hombre que cada vez la sujetaba con más fuerza como queriéndole demostrar que no le quedaba más escapatoria que acceder a su voluntad.
Nanda pensó en gritar, pero sabia que la casa estaba vacía, de otra forma, el hombre no se hubiese atrevido.
La mantenía pegada a él con fuerza, su brazo parecía de hierro y, con el otro libre, acariciaba su pelo y cara al mismo tiempo que le decía palabras cariñosas.
Quería satisfacer sus deseos libidinosos pero sin acosar a la víctima.
Astutamente, pensaba para sí que, de este modo, ella accedería a sus deseos sin oponer resistencia.

Por hoy he cumplido, aún me queda un largo trabajo para seguir descifrando toda la trama que esconde tu intrigante libro y que, al mismo tiempo, me entretiene y agradezco.
Cariños.
kasioles