domingo, 23 de maio de 2010

SENTIDO INVERSO


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Quando eu nasci os meus pais não tiveram a alegria que normalmente os pais têm com o nascimento de um filho, isso porque eu era uma filha.

Na realidade eles desejavam que o primeiro filho fosse um rapaz, com o que, provavelmente, encerrariam as actividades de procriação.

Coitados! Tiveram azar, e apareci eu, uma menina, linda, ao que dizem, e como posso comprovar pelas fotografias, não muitas, que me tiraram em criança.

Acabaram por se conformar; não havia mais nada a fazer, a não ser uma outra tentativa para conseguirem um rapaz.

Foram bem sucedidos, e o meu irmão nasceu quando eu já tinha cinco anos. (demoraram um certo tempo a refazer-se e ganhar coragem para nova investida…)

O facto de eu ser uma menina não me prejudicou em nada. Os meus pais trataram-me sempre com o maior carinho e desvelo, e, mesmo depois de o meu irmão nascer, os seus cuidados para comigo não diminuíram. Não passou a haver qualquer diferença de tratamento entre o meu irmão e eu.

Há apenas um pormenor, relativo á minha infância, que me causa um certo desconforto quando o recordo:

A minha Mãe vestia-me sempre com roupas bem arrapazadas – calças ou jardineiras, mas sem aquele toque feminino que geralmente têm estas peças de roupa quando destinadas a meninas, e que se traduz por umas florinhas, ou cãezinhos, ou corações, enfim, qualquer floreado que é colocado no bolso ou no peitilho.

O cabelo andava sempre muito curto. Nada de tranças ou totós, nem mesmo as “palmeirinhas” que todas as meninas usam no topo da cabeça, quando o cabelinho começa a crescer, por volta dos dois anitos, e que as mães enfeitam com vistosos laçarotes.

Recordo-me que isso me causava um certo desgosto. Via as minhas amigas com alegres vestidos rodados, cabelos caindo pelas costas ou apanhados em totós, à “ Pipi das meias altas”, e sentia-me inferiorizada, feia e sem graça.

As amigas da minha mãe às vezes comentavam:

- Credo, tu não tens gosto nenhum para vestir a tua filha. Nunca se lhe vê um vestidinho…parece sempre uma Maria-rapaz!

- Assim é que ela anda bem, pode correr e saltar à vontade sem precisar preocupar-se com as roupas! A Liberdade começa por aí…

As amigas não insistiam porque sabiam que não valia mesmo a pena.

A minha Mãe parecia querer encaminhar-me num sentido inverso àquele para que eu havia nascido – ser Mulher.

Quando fiz 18 anos pude, finalmente, começar a decidir o que vestir.

Comprei um lindo vestido vermelho, todo moderno, bem feminino, que me marcava as formas que Deus, na sua infinita misericórdia, fizera semelhantes às de uma estátua!


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A minha Mãe esboçou um ligeiro esgar ao ver-me aparecer assim vestida na festa que me preparara com todo o esmero. Fiquei na dúvida se era desagrado ou espanto ao ver a filha como nunca a vira antes.

Mas eu estava demasiado feliz para me preocupar com esses pormenores. Foi um dia muito lindo na minha vida, que marcou o início duma grande reviravolta.

Num primeiro gesto de rebeldia comecei logo a deixar crescer o cabelo, e durante um ano a cabeleireira não lhe pôs as mãos.

Quando já me pousava nos ombros passei a deixar que fosse tratado por mãos de profissionais.

E pude, finalmente ser, mas muito especialmente sentir-me, mulher!

Recuando um pouco até à pré-adolescência, altura em que começa a despontar a sexualidade, recordo-me que as meninas andavam pelos cantos aos beijinhos aos rapazes, numa total inocência, mas já revelando o aproximar do desenvolvimento das hormonas.


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Talvez devido aos meus modos arrapazados incentivados pela minha mãe, os rapazes não manifestavam por mim qualquer interesse para além do jogo da bola – eu era sempre integrada numa das suas equipas. Acho que eles me viam como “um dos deles”…

Assim fui crescendo, e quando andava pelos treze anos, em que, se não acontece antes, é altura de despertar a grande curiosidade pelo misterioso sexo, tudo para mim continuava na mesma, pois os rapazes viam-me com os mesmos olhos de sempre, e não denotavam sentir por mim qualquer atracção física.

Foi então que uma amiga começou a insinuar-se mais junto a mim, e um dia convidou-me para ir estudar para casa dela. Fui, contente e feliz.

Lembro-me que era um dia de muito calor.

Continua...

36 comentários:

lis disse...

Oi Mariazita
As mães no afã de acertar, muitas vezes deixa que seus desejos sobressaiam ao que realmente se quer ensinar.E pode provocar consequencias nada desejáveis.
Privar uma criança dos enfeitezinhos normais da infancia é uma maldade inaceitável , o que leva a crer ser impensada e involuntária , seguindo apenas impulsos de desejos ocultos.
Fico aguardando o desdobrar da visita a amiga...
abraços , gosto dos seus textos Mariazita
bom domingo

Pelos caminhos da vida. disse...

ESTOU NA FINAL DA COPA BLOG
A VOTAÇÃO JÁ COMEÇOU HOJE E VAI ATÉ O DIA 30/05

É ATRÁVES DE COMENTÁRIOS TAMBÉM, NÃO
DEIXEM DE COLOCAREM SEUS E-MAILS, CASO
CONTRÁRIO O VOTO SERÁ ANULADO.

NO MEU POST ATUAL VC ENTRA POR LÁ DIRETO É SPO CLICAR ONDE ESTA ESCRITO;

clique aqui e Vote anamgs.blogspot-Ana

CONTO COM SEU VOTO, OBRIGADO.

BOM DOMINGO.

BEIJOOO.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Lindo! Lindo! Lindo!
Hoje é Domingo, não posso deixar de cumprimentar o minha querida.

*O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal*
by Renata

Beijos, Mariazita Bonita****************
Bom Dia!!!!

Canduxa disse...

Mariazita querida,

parece-me que vamos ter história com algumas surpresas...venham elas, que contadas por ti sabem muito bem.
Muitas vezes as mães tanto querem fazer pelos filhos, que acabam por não deixar os filhos serem aquilo que sentem e que os levaria a ver a vida de uma forma diferente.
Hoje em dia as coisas já se vão alterando e há um maior respeito pelo querer dos filhos....bem, mas há sempre um limite para tudo...entenda-se!

abraço apertadito da tua manita.

Desnuda disse...

Mariazita,

Eu estou rindo aqui lembrando da minha infância e pré adolescência. Minha mãe teve que cortar minhas tranças a pedido do médico devido a uma operação de vista. Talvez por isso deteste cabeleireiro e não freqüento até hoje ( no máximo umas 2/3x ao ano para aparar e dar uma leveza num discreto corte) . Chorei tanto porque queria colar as minhas tranças! Depois com a recusa, tal como fazem os índios ela colocava uma cuia de coco sobre a minha cabeça e cortava-os “a la curumim” hhahahaah Mas como vivia com meu irmão ( era a caçula dos três) e submissa forçosamente, por meio de violência ( ai de mim se não segurasse suas pipas e recolhesse suas gudes!) eu era bem moleca. Vez ou outra, ele me obrigava a colocar calças compridas para acompanhá-lo e já sabia que a barra a ser enfrentada nas brincadeiras nada tinha de feminino hahahaha. Mas achava que, com exceção do meu irmão, mulher não apanhava de homem. E um dia fui brigar com um colega de rua que estava usando " cerol" e assim, cortando as minhas pipas. E dei-lhe um tapa! Ele revidou. Descobri aí, de forma bem clara e pessoal a descoberta da minha feminilidade , inconformada com tamanho desaforo! Embora ainda não desperta para as diferenças de ordem hormonal, por pura inocência . Além disso, minha mãe, tinha verdadeira adoração pelo único filho homem. Reclamar dele nunca funcionou e nem adiantaria! Outro marco que me fazia sentir inferior em relação ao tratamento diferenciado. Continuo, eu também! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Beijãooooooooooooo e lindo domingo.

Pérola disse...

Fiquei curiosa amiga.Acompanhando ok.
Gostei da história,espero estar aqui para prosseguir na próxima postagem.
Beijokas.

Je Vois la Vie en Vert disse...

Olá Mariazita,

As coisas que as mães fazem...
A minha filha era maria-rapaz quando era nova e não gostava quando lhe colocava um vestido. Tornou-se uma linda mulher e é muito feminina.
Da minha infância, lembro-me que eu e os meus irmãos tínhamos que andar com enormes capacetes no Congo para nos proteger do sol :)) mais ou menos assim.

Fico a espera do próximo episódio da tua história ...
Beijinhos
Verdinha

In Cucina disse...

Olá querida amiga Mariazita!

Começa mais uma história em capítulos? Ótimo! Vamos lá.

Ficarei aguardando a próxima semana para ver o que vai acontecer.

Beijos brasileiros, Teresa

Francisco Sobreira disse...

Querida Maria,
Você , coitada, sofreu as consequências das atitudes da frustração de pais que anseiam que o filho, por nascer, seja do sexo que eles preferiam. (Hoje os pais já sabem antecipadamente). Mas há deles que fazem coisas piores. Bom você revelar esse fato da sua vida, que nos deixou ansionos para ver a continuação dele. Um beijo.

Lilá(s) disse...

Gostei do início e fico á espera do próximo episódio que me parece vir a ser interessante, fez-me recordar que uma das minhas melhores amigas de infância era uma Maria rapaz.
Beijos

Ana Martins disse...

Boa noite Mariazita,
para começar a história já despertou muito interesse. Você escreve maravilhosamente bem e é sempre um prazer ler os seus textos.

O bolo está lindíssimo e já está colocado no meu Ave Sem Asas, muito, muito obrigada, adorei o carinho!

Beijinhos,
Ana Martins

Bergilde Croce disse...

Mariazita,mãe,oh mãe como se engana tentando afirmar nos filhos seus próprios desejos e sonhos pessoais não realizados.Muitas vezes é difícil perceber que o filho real não tem nada a ver com aquele projetado,imaginado...
Por isso tento,digo com toda honestidade de meu coração- não influenciar tanto com meus gostos no modo de vestir e brincar dos meus aqui,embora seja dificil porque foi o que vivi por toda infancia e mocidade,isto é, sempre a ultima palavra e decisão eram de minha mãe...
Seu relato me fez regredir no passado,e foi muito bom,grande abraço amiga e boa semana aí!

Fernanda disse...

Olá amiga Mariazita,

Fim de semana cheio, completo, não deu tempo para quase nada.
Hoje aulas e só agora pude ler o seu post.

Adoro ler os seus texto, isso não é novidade ...
A relação pais e filhos, sempre teve os seus defeitos e virtudes.
Saber se os nossos pais foram sempre correctos é difícil... ta~o difícil como hoje em dia saber se nós, como pais, fomos os melhores educadores.

Mas....como disse, é uma delícia ler os seus textos,
Beijinhos,

Vicktor disse...

Querida Mariazita

É esse dom da escrita que tu tens que nos prendes desde as primeiras palavras...

Vivências contadas com desvelo que nos leva a desejar ler sempre mais...

Beijinhos.

Maria João disse...

Querida amiga

Os filhos são, de forma consciente ou inconsciente, o prolongamento dos pais. Têm deles a herança genética mas para muitos pais, têm de transportar muito. Também os sonhos e os desejos muitas vezes frustrados, como se fosse uma segunda oportunidade de os concretizar. O que contas é muito mais frequente do que possamos imaginar. Há muitos pais ( mãe ou pai) que imaginando um filho de determinado género e ou com determinadas características, tem dificuldade em aceitá-lo diferente, tudo fazendo para, de uma forma às vezes subtil , "adornar" a realidade por forma a tornar-se menos dolorosa. No teu caso, foi através da roupa e da aparência que a tua mãe o fez.

Não me surpreende que tenhas, sobre isto algumas histórias para contar, como deixas adivinhar... fico à espera!

Beijinhos, muitos e de saudades

AC disse...

Interessante relato, Mariazita. Espero que escreva depressa novo capítulo.
Parabéns!

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Fico a esperar a conclusão da
história para comentá-la.

Um grande abraço,
e obrigado
pelas sementes de amizade
colocadas em meu coração.

Uma semana leve para ti.

JADY*ALVES disse...

Ah amiguita, tua mãezita com certeza continuou vendo-te como o filho primo na verdade, mesmo que Deus tenha lhe abençoado, via em tí o rapazote que seus pais ansiavam como primogênito.
Sabe, nem sempre uma mãe acerta nos gostos e talves o receio de despertares precocemente a tua feminilidade, a tenha levado a essa escolha um tanto quanto insensata, frustrando assim os teus sonhos de menina moça e bela que com certeza eras, e continuas sendo, pelas fotos que vejo aqui.
Imagino-te em teu vestido de festa, deslumbrante e sonhadora. Aguardandoo a continuação...

Carinhos e lindos sonhos pra tí amiga il mio cuore.
Jady

Livinha disse...

Olá Mariazita
Meu carinho por aqui está, desta vez em outro blog seu o que não posso deixar de ressaltar tão belo e profundo quanto o outro.
História contada, narrando tua vida, no campo da rejeição a começar em casa, ainda que não te tenha faltado amor.
Sou do pensamento que toda a manifestação do ser humano, tem por nascente no seio familiar o que lamentamos muito, afinal queremos ser aceitos pela sociedade em que vivemos como somos. Mas o mais importante disso é fundamental, que nos aceitemos e gostemos de nós mesmos, para que assim possamos compreender a ignorancia humana.

_________________________________
Obrigado pela passagem em meu recanto, pelas palavras deixada e pelo prazer em comum comigo das visitas em nossa casa.
Obrigado pelo voto deixado. O Palavras e poemas está concorrendo na categoria de Variedas.

Estou sim minha querida te seguido e o prazer de voltar sempre sempre
constante.

Meu carinho e tenha um excelente dia

Bjs
Livinha

São disse...

Mães...

Enfim, não falemos da minha, senão seria muito desagradável.

Beijinhos, nena.

Desnuda disse...

Mariazitaaaaaaaaaaaa!

Hôooooo de casa! Eu que pensei que fosse de doces hhahahaah. Mas de qualquer forma foi sim: um doce carinho. Obrigada, amiga. Retribuo o balaio com muitos beijinhos doces.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Oiê! Melhorei muito depois que a Mariazita apareceu, ela é o poema do Amor!

O poema que o poeta propositadamente escreveu

só para falar de amor,

de amor,

de amor,

de amor,

para repetir muitas vezes amor,

amor,

amor,

amor.

Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico

contar as palavras que o poeta escreveu,

tantos que,

tantos se,

tantos lhe,

tantos tu,

tantos ela,

tantos eu,

conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu

foi amor,

amor,

amor.

Este é o poema do amor.
António Gedeão************
Obrigada!
Beijossssssssssssssssssss

Daniel Costa disse...

Mariazita

Na presente e exelente crónica de vida que postaste, pode ver-se que de Maria rapaz te tornaste grande mulher, talvez por isso mesmo. Fica patente a tua força de carácter, se fosse necessário.
Quanto à interpretação de Vilarett, fiquei sem dúvida que é a mesma.
Em 1957 fiquei a conhecer e a apecar na TV, era acompanhado ao piano pelo seu irmão Carlos Vilarett, que vim a conhecer (e atender em Lisboa).
Beijos
Daniel

Fernanda disse...

Querida amiga Mariazita,

Nem acredito que ainda não tivesse passado por cá para ler esta 1ª parte da sua história de vida.

Adorei e já lhe digo porquê.
Primeiro quero dizer-lhe que para além do texto estar deliciosamente escrito, li-o com um sorriso e orelha a orelha, está como sempre soberbamente escrito e lindamente ilustrado.
Estou para ver o que a sua amiga lhe reserva...mas tenho uma ideia:)

Agora o porquê.
Imagine só que eu sou a segunda rapariga da mesma tentativa, só à terceira é que veio o esperado rapaz...e como quem precisa de se certificar, ainda veio mais outro rapaz.

Beijinhos

Desnuda disse...

KKKKKKKKKKKKKK farei " quindins" com os ovos hahhahaahahaa.

Sou uma viciada em doces, Mariazita! Hahahaahahaha

Beijos doces, amiga querida

poetaeusou . . . disse...

*
que filme se fazia,
com a tua vida,
só com o primeiro episódio !
,
conchinhas,
ficam
,
*

AFRICA EM POESIA disse...

MARIAZITA
As Mães ainda são melhores que os livros...

...............

Os livros são algo bem presente e forte.
Muito computador.
Muita tecnologia...
Mas os livros...
O virar a folha,
o beber as letras
São para sempre

Um beijo



OS LIVROS


Livros
Muitos livros
De várias lombadas
Largos
E finos
Mas todos eles
Meus amigos...
Que me acompanham...
Que me transportam
A todo o lado.
E que me fazem companhia...
E quando me sento
No meu canto
Pego no livro que quero...
Pego na historia mais linda
E leio...
E transporto-me...
Também... para lá...

LILI LARANJO

Desnuda disse...

Mariazinta, é isso amiga...

rsrs bem se nota que não entendo nadica de cozinha. Minha mãe entende tanto que achou por bem não me ensinar hahahaaa e eu preguiçosa para aprender. Mas gosto de comer. Ah, isso gosto rsrs. E sei qual é o doce, sim! Uma das minhas filhas não liga para doces, com exceção dos portugueses que adora!


Beijão estalado de bom!

Luis disse...

Amiga Mariazita,
Outro texto nos seus rabiscos e que bela história está a desenhar-se. Julgo que a continuação já se adivinha... mas consigo, nunca se sabe!!! Arranja mais uma coisa e dá a volta! Já estou ansioso pelo próximo capitulo!
Um beijinho amigo.

Pelos caminhos da vida. disse...

Estarei ausente para visitas nesse fim de semana, estou com muitas encomendas pra entregar na primeira semana de junho, não estou tendo tempo, estou postando e qdo dá faça algumas visitas, logo tudo se normaliza, não se esqueça de mim.

beijooo.

COntineum votando!

Alvaro Oliveira disse...

Olá amiga Mariazita

Estou de volta amiga!
Tudo na minha frente tem mais luz
e mais cor. Felizmente posso ler suaS postagens. E adorei este sentido inverso, que parece ter continuidade.
Lhe desejo um bom fim de semana

Beijos

Alvaro

Bergilde Croce disse...

Mariazita,passando pra agradecer pelos selos e visita aos filhotes adorados.Aguardando o prosseguir desses seus relatos e histórias de vida.Grande abraço e bom final de semana.Da ITA,Bergilde

Cida disse...

Pois é Mariazita, você não encantou muito aos seus pais ao nascer, pois contavam com um menino...

Agora pense bem no meu caso: Meus pais também torciam muito por um filho homem, e eu fui a QUARTA filha mulher...
(Dizem que meu pai até adoeceu quando eu nasci...rsrsrs)

Após 4 anos do meu nascimento, finalmente nasceu o tão esperado "filho homem", e eu me senti imediatamente relegada para segundo plano... Fazer o que, né?

Continuando a história, após 2 anos de meu irmão haver nascido, minha mãe teve mais uma menina (para não perder o costume, como dizia ela...rs)

Fiquei tão marcada, que quando me casei, só queria filhos homens.
Deus foi tão bom prá mim, que me deu dois filhos MARAVILHOSOS.
No entanto, há 2 anos atrás, nasceu minha netinha Bruna, e eu percebi, atraves dela, que na verdade, eu nasci para ser mãe de filhos homens, mas estou AMANDO ser avó de uma menininha.
Bruna é super feminina, e ela mesma procura por seus enfeites na hora de sair.

Estou no aguardo do final da sua história, viu amiga?
E eu por aqui, quase que roubo o seu espaço todo para contar a minha...rsrsrs

Um beijão de além mar prá você

Cid@

Zé do Cão disse...

Passei novamente por aqui para ver se o dia de calor já se tinha ido e em sua substituição já tinha chegado o inverno e fiquei surpreso por não ter o meu comentário que em tempo oportuno o fiz. Será que errei e nem dei por isso.
Portanto, prefiro agora saber o que sucedeu e depois faço aos dois textos.
Mariazita, bom fim e semana; O Zé vai dar ar à pluma até 15/18 de Junho, já estou farto de não fazer nada e portanto vou fazer isso para outro lado.
jinhos

Irene Moreira disse...

Mariazita
Estou curiosa e vou continuar a ler a história logo acima...
Beijos

Táxi Pluvioso disse...

Pois com o Ronaldo foi também assim, e depois descobriram que era hombre. Viva Portugal já vencemos! viva o futebol luso!