quinta-feira, 17 de julho de 2008

A PEQUENA ALMA E O SOL

Hesitei muito em colocar aqui este texto, que recebi por email há três ou quatro anos. Guardei-o por considerá-lo muito interessante.
A minha hesitação deve-se ao facto de, aparentemente, poder ser considerado de cariz místico/religioso, o que não se enquadra na linha directória dos posts que constam deste blogue.


Penso, no entanto, que é um texto de grande profundidade, que vale a pena conhecer.
Quem quiser abstrair-se desse aspecto místico/religioso pode interpretá-lo como uma conversa entre pai e filha, uma apologia à Amizade desinteressada, o evidenciar dos contrastes da vida, etc.
O texto é bastante longo, mas seria um crime não o transcrever na íntegra.
O que me fez recordar este texto, há tanto tempo guardado, foi um comentário posto neste blog, ao post “Um bom conselho”



E , finalmente, o texto

A PEQUENA ALMA E O SOL
Neale Donald Walsch
( Autor de «Conversas com Deus» )

Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus ( o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É ) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
- O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá, sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. “Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz, quando estás no meio da Luz? - eis a questão”.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma, mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é – disse Deus. Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.
“Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!”
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. Claro que podes! Mas lembra-te de que “especial” não quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau! - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando.
Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. Não estou a perceber…
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes:
É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente.
Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma
É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus. E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. Quero ser a parte de especial chamada “perdão”. Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial - assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber — disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta!
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados, de todo o Reino, porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar: Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? – perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma . Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
Vais? - a Pequena Alma animou-se. Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga, alegremente. Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti!
O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga .Tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau. Fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má”, desta vez.
Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, e disse numa voz mais calma: Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma. E começou a dançar e a cantar: Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.
E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti?
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga – no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma. Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma. Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva – a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito.
E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito:

Lembra-te sempre - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos.

26 comentários:

titofarpas disse...

Está um texto lindo...Passível de várias interpretações.
Parabéns
Beijos

Francisco Sobreira disse...

Mariazita,
Não é o tipo do texto que me agrade, mas respeito o seu gosto e o de outras pessoas. E fico ao aguardo de um texto da tua autoria. Um beijo.

a casa da mariquinhas disse...

Tito
É de facto um texto cheio de simbolismos, que cada qual interpretará a seu modo.
Obrigada.
Beijinhos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Francisco
Aprecio a sua frontalidade.
Quando não se gosta não há que estar com rodeios.
A sinceridade é uma grande virtude.
Obrigada.
Beijinhos
Mariazita

xistosa - (josé torres) disse...

UF!!!
Que estopada!!!
Sou pouco religioso, mas li tudo ... e respeito as convicções de cada um.
Não me pronuncio, porque sou uma "alma penada", ou "depenada"?

a casa da mariquinhas disse...

Zé Torres
Como digo na introdução da "história", cada um pode interpretá-la a seu modo. Não tem que ser, forçosamente, sob a óptica religiosa...
Ver-nos-emos no Domingo, cá ou lá, alma penada!
Um abraço
Mariazita

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Mariazinha:
Apesar de não ter engordado 1 grama sequer além dos meus 38 quilos, fiz um post sobre um filme bonito e cheio de coisas belas.
Apareça por aqui:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA disse...

Pena que alguns não tenham entendido a metalinguagem desse texto. Enfim, cada coisa a seu tempo e cada um na sua "vibração". Deus, com certeza, entenderá a todos! Te agradeço pela gentil visita, Mariazita, embora já esteja acrescentando mais algumas idéias ao post. Sou assim, tudo o que faço fica meio inacabado...
Luminoso final de semana!!!

daniel disse...

Casa da Mariquinhas

O conto feito de metáfora é extremamente edificante, quem como eu reflete bastante, vai lendo e pensando!...Valeu a pena!...
Bom post, gostei francamente da lição.
Beijinhos
Daniel

Laura disse...

Minha querida, adorei e adoro ler sobre a vida espiritual e tem ai muito ensinamento para as almas menos letradas no assunto... Cada um será sempre como quer, e cada um agirá conforme gosta, e no fim cada um levará a soma do seu saber para o outro lado e depois...veremos, pois não vale a pena discutir com uns e outros sobre o que pensamos ou acreditamos...eu e o meu amrido por vezes discutimos até que eu páro e digo; rapaz, vamos deixar a resposta para depois do outro lado se nos encontrarmos!...e mais nada...
Acredito na luz e nas coisas boas que todos devemos ser e fazer...
Um abraço d alaurinha..

a casa da mariquinhas disse...

Oi, Vanuza
Cada um faz a leitura que pode fazer, e dá a sua interpretação.
Só temos que respeitar, não é mesmo?
Bom fim de semana
Beijinhos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Daniel
É sempre bom "ouvir" que alguém gostou, mas não se pode agradar a todos. Se assim fosse, o mundo seria uma monotonia...
Obrigada pelas gentis palavras.
Beijinhos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Querida Laura
Acreditar nem sempre depende da vontade das pessoas...
Discutir, na verdadeira acepção da palavra, não vale a pena, de facto.
Mas trocar ideias, dividir pensamentos e opiniões, isso, sim, pode ser muito útil e benéfico.

Quando o Manel te encontrar do "outro lado" vai ficar feliz de te ver... -:)))))
Beijinhos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Oi, Renata
Conte com a minha visita lá mais p'ra tardinha...
Beijinhos
Mariazita

Vieira Calado disse...

Os meus votos para que a casa da Mariquinhas esteja suficientemente fresquinha, neste dia de muito calor.
Bjs

Pipinha disse...

Olá Mariazita, vim agradecer-lhe a visita e miminho que me deixou no meu cantinho. Obrigada!! Gostei muito.
Desejo-lhe um fim-de-semana com muito carinho, paz e alegria.
Beijinhos.

espirra canivetes disse...

Aqui venho encontrar um texto que diz muito mais que um simples canivete...
Obrigada pela visita

Aaaatchiiim

a casa da mariquinhas disse...

Vieira Calado
Aqui tá-se bem, à custa de várias ventoínhas, que o ar condicionado faz mal à saúde...
Bjs
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Pipinha
Obrigada por ter vindo.
Uma linda semana para si.
Beijinhos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Espirra canivetes
Obrigada pela visita e apreciação ao post.
Voltaremos a ver-nos.
Bjs
Mariazita

canduxa disse...

Minha Querida Mariazita
Esta história é linda, profunda e cheia de significado espiritual. Eu já a conhecia, assim como alguns livros escritos por Neale Donald Walsch, que são fantásticos. Qualquer livro, história ou pensamento deste autor toca-nos de uma maneira tão intensa que nos faz pensar… em quem somos, o que fazemos aqui e para onde vamos. Somos muito mais que um simples corpo físico, seria uma autêntica tragédia se fossemos só isso, e na nossa passagem pela terra estamos a aprender e a evoluir com as nossas escolhas e experiências. Este texto explica bem a dualidade das coisas e de nós próprios e só depois de conhecermos isso, experimentando, vamos conseguir chegar à Unidade. O nosso objectivo é esse, sentirmo-nos UNOS com o Universo, que poderá ter o nome que cada um lhe quiser dar (Deus, Buda, Alá, Sol, etc.). Quando conseguirmos aprender a fazer melhor as nossas escolhas vamos encontrar o equilíbrio e vamos trocar o TER pelo SER sempre que precisarmos. Acredita que trocar o Ter pelo Ser não é muito fácil, pois temos de aprender a perdoar, aceitar e essencialmente amar. Apenas SER faz toda a diferença na vida do ser humano, pois a paz e a luz que nos envolve não é possível ser descrita. Para isso não podemos ter medo de ouvir o nosso coração e dar os passos em direcção à mudança. Mais cedo ou mais tarde todos os seres humanos vão ter necessidade de encontrar a sua verdadeira essência, chamo a isso despertar, mesmo que até lá tenham ainda de passar por algum sofrimento.
Feliz daquele que acredita sem ver e que tem fé.
Conheces bem o meu percurso de vida, os anos sem sentido, mesmo tendo tudo, e os anos felizes que agora vivo, depois de descobrir a minha força interior, o amor que sinto por mim, pelos outros e pelo planeta. A vida só faz sentido quando somos felizes e a felicidade não depende dos outros, apenas de nós.
Acabo o meu comentário, já vai longo, com um grande beijinho e um pequenino texto da minha autoria, que já conheces.

CORPO e ALMA
Passas por mim e abraças meu corpo feito de nada,
olhas-me nos olhos e sentes o cansaço de tanta procura.
Acaricias com suavidade meus cabelos que esvoaçam ao vento,
ensinas-me a ser corajosa para poder aceitar-me tal como sou.
Caminhas sem tempo, no espaço vazio das palavras que não consegues dizer,
sinto o teu chamamento e vou ao teu encontro à procura do meu equilíbrio.
Surpreendes-me sempre com a tenacidade com que fazes tuas escolhas,
sinto a tua força, teu poder e caminho a teu lado sem ter medo.
Aqui e agora e no amanhã que também será hoje, aprendo amar incondicionalmente.
Minha mente infinita encontra o coração e rejúbilo de alegria.
Num único abraço, que une o corpo e a alma encontro finalmente a paz.
Meu corpo desfaz-se em pó …
Minha alma se funde na luz…

a casa da mariquinhas disse...

Querida Canduxinha
Um comentário digno de ti!
Como dizes, conheço bem o teu percurso.
Foi longo, mas conseguiste alcançar a paz e felicidade que desfrutas e, principalmente, que transmites AOS que te rodeiam...
Obrigada por colocares aqui o texto, de tua autoria, que também (tão bem) conheço - "Corpo e Alma".
Um grande beijinho
Mariazita

Laura disse...

Já li um livro desse escritor e retive muito do que ele escreveu. Aprendi sozinha a moldar-me ao melhor que sinto que posso!... Foi sozinha que encontrei o caminho que quero e não ando enfiada em igrejas, templos nem nada. Falo com Deus, adoro o meu Jesus e vou aprendendo com as lições que a vida me dá. É isso mariquitas...Acredito nos Anjos e Arcanjos e que o mundo precisa d emudar para sermos todos mais próximos uns dos outros...tá dificil eu sei, e cada um tem de evoluir à sua maneira... Um grande abraço a ti e à nina canduxa...da laura..

a casa da mariquinhas disse...

Laurinha
Quando Deus (ou o que se lhe queira chamar) mora dentro de nós, não precisa de edifícios para comunicar.
O seu templo é o nosso coração, e tanto basta aos dois.
Já informei a Canduxa do abraço que deixaste aqui para ela, que agradece e retribui. - Andei a fazer de pombo-correio -:)))
Beijocas
Mariazita

Anónimo disse...

Olá querida Priminha!
Agora já percebo porque andas tão envolvida com o teu blog...!
Parabéns por este espaço tão interessante!
Vou visitá-lo mais vezes e, porventura, deixar o meu comentário.
Bem hajas!
Beijinhos

Mariazita disse...

Querida Luisinha
Bons olhos te vejam! Demoraste a aparecer!!! Mas…mais vale tarde do que nunca.
Fico feliz por teres gostado, e espero que a tua visita não seja “uma vez para nunca mais”.
Volta, priminha. Há sempre coisas bonitas para ver.
Beijocas
Mariazita