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domingo, 30 de novembro de 2014

MOMENTO DE POESIA - TUDO O QUE EU QUERIA TER

 TUDO O QUE EU QUERIA TER


TUDO O QUE EU QUERIA TER
Tudo o que sinto por ti
Neste mundo de dor que me associa
É uma sensação indefinida
Sufocada de pranto, noite e dia.
Tu és o meu amor, a própria vida,
A inspiração e a melodia
Que envolve esta minha alma dividida
Entre espasmos de gozo e agonia.
És a minha constante
A bela e pura poesia
A mais doce criatura que os meus olhos podem ver
És pedestal, que ergo, incessante.
És sinfonia para o meu ser, cantante,
Tu és tudo o que eu queria ter.

Mariazita

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MOMENTO DE POESIA - O ADEUS

O ADEUS
Chorar é compreender a dor que, amargamente,
O coração guardou, em ânsia louca.
É reviver, em lágrima silente
A sinfonia cantada pela boca
A lágrima que escorre docemente
Nada mais é que o bálsamo da dor.
Mais tarde, a triste gota pungente
Há-de transformar-se em viva flor.
Quando em meus lábios um sorriso imorredouro,
Quando em meus olhos luzes de ouro
Banharem as escuras sendas dos caminhos meus

Todos vão notar que foi sobre espinhos
E não por fantásticos caminhos
Que eu pude, por fim, dizer-te adeus.
Mariazita

terça-feira, 30 de setembro de 2014

MOMENTO DE POESIA - NO DIA EM QUE NASCESTE

FIM DE FÉRIAS – NOVO CICLO

Tal como acontece na vida, em que há sempre um começo e um fim, também as férias terminam, têm o seu fim, e dão começo a um novo ciclo dos nossos dias, que compreendem vários períodos.
Este, o período das férias, geralmente corresponde a um tempo que aproveitamos para espairecer, sair do ambiente em que vivemos o resto do ano, descansar… enfim, quebrar a rotina de todos os dias.
Por agora não vou falar das minha férias. Vou deixar o tema para o próximo post, a publicar no próximo dia 14/11.


Como tenho dedicado o último dia do mês a “Momento de Poesia, convido-vos a partilharem comigo um poema que representa um  novo ciclo o começo de uma vida – que escrevi e dediquei à minha primeira neta pouco depois do seu nascimento.

  NO DIA EM QUE NASCESTE


No dia em que nasceste,
Meu amor,
Eu renasci!
O sol brilhou
 Com nova intensidade.
Nas árvores, cobertas de verdes folhas,
Os pássaros entoaram canções,
Duma outra felicidade.
 
Houve alegria no céu.
Os Anjos todos, reunidos,
Desejaram boa viagem
Ao companheiro que partia
Para habitar o teu corpo,
Que na terra aparecia.
Vieste bem de mansinho
Para o lar que te acolheu.
Trouxeste alegria infinda.
Só podias vir do céu.

Ao ver-te, meu amor, eu murmurei
Mil promessas de carinho,
Que, uma a uma, cumprirei.
Enfeitarei o teu caminho
Com belas flores perfumadas.

Milhares de estrelas
Reluzentes, coloridas,
Colocarei
Em todas as estradas
Que os teus pés irão pisar.
E uma fonte de água cristalina
Se ouvirá cantar
Quando passares.
O ar vais perfumar;
Com as mais lindas cores o vais pintar.
E o céu vai-se alegrar
Com teu cantar.
E quando forças mais já não tiver,
Meu amor,
 Continuarás a ver
Através do meu olhar cansado,
Que apenas para ti estará voltado.


Mariazita





 

Um “Muito obrigada!” a quantos vieram visitar-me na minha ausência.
A todos retribuirei tão depressa quanto a disponibilidade de tempo o permitir.
BEM HAJAM!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MOMENTO DE POESIA - A NEVE CAIU

A NEVE CAÍA...
(1957- Serra da Estrela)
(1977 – Serra da Estrela)
A NEVE CAIU
A senhora gorda, de negro vestida,
Os braços roliços, de branco despidos,
Murmurou tranquila: vai nevar!
E nevou.
O vento uivando,
As frinchas forçando,
Meu corpo gelou.
A neve caía,
Branca, tão branca!
Fria, tão fria!
Meu corpo tremia.
Oh! Meu amor
O teu corpo perto
Falta me fazia
Mas longe o sentia
De braços roliços, da alvura da neve,
A senhora gorda
Decerto dormia…
(1997 – Serra da Estrela - Filha e Mãe)
Mariazita

VOU AUSENTAR-ME NO PRÓXIMO DIA 4 DE AGOSTO. REGRESSAREI EM FINS DE SETEMBRO.
DESDE JÁ AGRADEÇO TODAS AS VISITAS QUE ME FIZEREM, QUE RETRIBUIREI QUANDO REGRESSAR.
DEIXO VOTOS DE DIAS FELIZES.
BEIJINHOS

segunda-feira, 30 de junho de 2014

MOMENTO DE POESIA - SE QUERES NAMORAR COMIGO

SE QUERES NAMORAR COMIGO

(Na nossa Quinta do Sol - arredores de Barcelos)

Se queres namorar comigo
Tens que dizer que me amas
Vem ter comigo ao postigo
Cuidado com as más famas
É que nos becos da rua
Eu não quero namorar
Porque o olhar da lua
Passa a vida a espreitar.
Linguareira como ela
Não conheço outra igual
E quando a noite é mais bela
A lua tem ar real.
Que protege os namorados
Dizem alguns. Mas que tolos!
Só mesmo os enamorados
P’ra imaginarem tais dolos
A noite está p’ra acabar
E tu não mais apareces
Vou-me embora, vou deitar
De mim não contes com preces.
Vou rezar ao Pai do Céu
Por coisa que valha a pena
Contigo deu o que deu…
Lá se foi a noite amena.
Adeus amigo do peito
Um dia te encontrarei
E se tiveres outro jeito
No teu caso eu pensarei.
(No jardim da nossa QUINTA DO SOL - arredores de Barcelos)
Mariazita

UM AGRADECIMENTO ESPECIAL À TARECA E À CANDUXA QUE, NOS COMENTÁRIOS, INICIARAM "VERSOS AO DESAFIO".
SE QUISER PARTICIPAR... ESTEJA À VONTADE.

sábado, 31 de maio de 2014

MOMENTO DE POESIA - Pede-me


PEDE-ME
   
  
Pede-me tudo o que quiseres ter.
Queres a lua?
Num céu profundamente azul
Rodeada de estrelas mil,
 Brilhantes,
A lua será tua, meu amor,
A lua dos amantes

 
Queres o sol?
Envolto em neblina
Para teus olhos proteger,
Sobre um glorioso mar,
De brancas ondas de espuma,
Para o teu corpo dourar
O sol será teu, meu amor.
O sol te vou ofertar
Queres a floresta?
Os rios?
O mar?
O céu azul em festa?
 Um corcel alado montarei
Por entre as nuvens voarei,
Numa bandeja de prata
O céu azul colocarei
E a teus pés o deporei.

Tudo o que quiseres ter
Meu amor
Eu te darei

 Pede-me tudo o que quiseres ter.
Só não me peças para te esquecer.

Mariazita

segunda-feira, 31 de março de 2014

MOMENTO DE POESIA - Se

SE…

 Se esse olhar  fosse p’ra mim
Se fosse meu o teu amor
Eu te juro, ajoelhada,
Por meu Deus, seja onde for,
Que seria tua escrava
Se fosse meu o teu amor.

Se tu quisesses ouvir
O que diz meu coração
Eu garanto que daria
Só a ti a minha mão
Mandando, então, repetir
O que diz meu coração.

Se teu olhar me falasse
Se fosse meu o teu beijo
Se me desses teu carinho
P’ra matar o meu desejo
Eu te dava o meu amor
Se fosse meu o teu beijo

Se fosse meu o teu sorriso
Se me desses teu amor
Eu seria tão feliz
Tão feliz e sem temor...
Estaria no paraíso
Se me desses teu amor

Ah! Se um dia compreendesses


Tudo que eu sinto por ti

Dar-me-ias teu amor.
Verias que pressenti
Que, um dia, entenderias
Tudo o que sinto por ti.
Mariazita
2014, Março 


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MOMENTO DE POESIA - Da Mulher


DIA INTERNACIONAL DA MULHER
 (Head of Woman-Pablo Picasso
Princeton University - New Jersey, USA)


DA MULHER


 Ó avô

- Será verdade o que da Mulher se diz?

- Que queres saber, meu petiz?

- Dizem que em era passada

A Mulher foi maltratada, desprezada,

Humilhada,

E até violentada…

- É verdade, sim, meu neto.

- Mas porquê? Isso não parece certo…

- És ainda muito novo, para entenderes o povo.

- Podes-me contar, avô, como tudo começou?

- Escuta com atenção. Vou tentar contar-te, então.

Defendem alguns, com grande convicção,

Que nos primórdios do mundo

A Mulher iniciou a Criação.

Nasceu um culto à Deusa Mãe, venerando Gaia,

A Mãe Terra.

Como da Mulher nasciam filhos,

 dela nascia vida, calor, água e pão.

- Isso é tão bonito, avô! Mas porque é que se alterou?

- Há várias opiniões. Dizem que houve invasões,

de homens indo-europeus, só ódio nos corações.

Altos, fortes, audazes, com armas

e dominando cavalos,

destroçaram pacíficas civilizações.

Impuseram seus deuses guerreiros, ferozes:

Deus da tempestade, com o raio e o trovão,

O deus solar, Deus Sol, com a adaga e a espada,

Transportando-se num carro, numa ou noutra ocasião.

A Deusa foi dominada, pelos deuses suplantada,

E a Mulher escravizada.

- Mas isso aconteceu há muito tempo, avô…

- Sim, há muitos milhares de anos.

Mas a história ainda não acabou.

- Ainda há mais, avô? Conta, conta, por favor…

- Ouve, então, com atenção, esta outra versão:

Reza história muito antiga

Que Eva, a Mulher primeira,

Veio ao mundo para gerar

no seu ventre,

e à luz dar, acarinhar, amar…

E após tanta canseira

por seu filho a vida dar.

- Mas tudo isso, avô, é mui digno de louvor.

Porquê, então, o rancor

Que o homem mostra sentir,

e o levou a infligir

tanta dor?

- Para isso, querido neto, o avô não tem resposta.

Uns dizem que foi castigo, só porque Eva pecou

 e o Adão arrastou.

Outros dizem que é sina, que à Mulher foi imposta.

Mas com o passar do tempo tudo se modificou.

- Hoje tudo está diferente, não é verdade, avô?

A Mulher tem liberdade, pode dispor de si mesma,

Sem ao homem consultar e sem dele depender…

- Nem tudo foi corrigido, ainda há muito a fazer.

Há mulheres escravizadas,

maltratadas, torturadas,

e isso tem que acabar.

Para o mundo melhorar, e a injustiça terminar,

O Homem tem que entender:

Com toda a tecnologia e avanço da ciência,

fertilizando ou clonando,

com a maior sapiência,

é da Mulher que o Homem

continuará a nascer.

 Deus, que é Deus, para humano se tornar

 e o mundo tentar salvar,

o corpo da Mulher teve que usar.


Mariazita



Fevereiro, 2014
 

domingo, 20 de novembro de 2011

REENCONTRO

Como não tenho passado muito bem de saúde, e ainda não me encontro completamente bem, não tive disposição para compor um post e publicá-lo hoje.
Mas como não quero faltar com a que poderá ser a penúltima postagem (desta temporada), resolvi fazer a reposição de um poema que escrevi há dois ou três anos, e publiquei no meu blog «Olhai os Lírios do Macuá»
´Maispa Luz’ é o pseudónimo que uso para os versos que (sem quaisquer pretensões) escrevo de vez em quando.
Conto com a vossa compreensão.

REENCONTRO

(FOTO MINHA)

REENCONTRO

De repente surgiu o desejo,
de fazer-te um poema.
Dizer-te, por palavras,
Neste nosso reencontro,
O que um simples olhar
Não teria força para expressar.

Quisera, haver em mim, beleza
Para te dar.
Mas a imagem, pelo espelho reflectida,
Mostra que o tempo passou
E não parou.
E como passou!

Para este nosso reencontro
Insinuaste um sinal,
Temendo estragos que o tempo possa ter feito.
“Talvez de flor ao peito”…
Gracejaste, recordando tempos idos,
em que fingíamos ser desconhecidos.

Havia ironia na tua voz,
Brincavas.

Ironia maior a do destino:
Nas marcas deixadas pelo tempo,
Não sobrou espaço para o esquecimento.

Maispa
Luz




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DESTINO








DESTINO

Olhaste para mim
Como se olhasses para uma folha de papel vazia
Onde querias gravar as palavras
Do nosso destino.

Pedi-te que deixasses
Espaço bastante entre as linhas
Para que eu pudesse escrever
Nas entrelinhas.

Não me quiseste ouvir.
E quando tentei que chegasse junto a ti
O meu sentir,
Faltava espaço para me exprimir.

O nosso destino passou a ser
Apenas o que desejavas para nós.
Mas uma só vontade não basta
Para dois trilharem um caminho a sós.

Sem esperança de retorno,
Deu-se a despedida.
Cada um seguiu o seu destino.
E eu já não sou uma folha de papel vazia.

Maispa
Luz