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domingo, 30 de novembro de 2008

ESTAMOS COM FOME DE AMOR

“Renato Manfredini Júnior, mais conhecido por Renato Russo, foi um consagrado cantor, compositor e músico brasileiro, que faleceu em 1996 com apenas 36 anos de idade.”
– foi assim que, em 23 de Setembro, iniciei o post “Eu te amo”, que publiquei no blogue SEMPRE JOVENS


É precisamente com uma frase de Renato Russo que Arnaldo Jabor inicia a sua crónica “Estamos com fome de Amor”



ESTAMOS COM FOME DE AMOR!!
- Arnaldo Jabor -
Uma vez Renato Russo disse, com uma sabedoria ímpar:

'Digam o que disserem, o mal do século é a solidão'.

Pretensiosamente digo que assino em baixo, sem dúvida alguma.

Parem para notar: os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos.
Elas chegam sozinhas. E saem sozinhas.

Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos 'personal dance'. Incrível!
E não é só sexo, não; se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico; fazer um jantar para quem você gosta e depois saber que vão 'apenas' dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a 'sentir'; só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
- “Quero um amor p’ra vida toda!”;
'Eu sou para casar!' - até a desesperançada
'Nasci p’ra ser sozinho!' - unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, p’ra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.

Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?

Seja ridículo, não seja frustrado, 'pague mico', saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo p’ra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mas (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
Um ditado tibetano diz que, se um problema é grande demais, não pense nele, e se ele é pequeno demais, p’ra quê pensar nele?

Dá p’ra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada.
O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, ou que eu não posso me aventurar a dizer para alguém:
'vamos ter bons e maus momentos, e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora; mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida'.

Antes idiota que infeliz!


domingo, 26 de outubro de 2008

O MEDO

Há quem defenda que o recém-nascido “traz” consigo dois medos – o medo do barulho e o medo de cair.
De facto, se expusermos um bebé a um ruído forte, verificamos que ele se agita, inquieto. E, se simularmos deixá-lo cair, o bebé encolhe-se e pode, eventualmente, dependendo da intensidade do susto, até chorar.

A psicologia diz-nos que a maioria dos medos que nos acompanham são adquiridos na infância, quase sempre incutidos pelos pais e educadores, ou como resultado de qualquer experiência traumática.

Dominados pelo medo podemos cometer actos irreflectidos, por vezes funestos.

Epicuro, filósofo grego (341 a 241 a.C.), cuja vida foi marcada pela serenidade e doçura, entendia que o essencial para a felicidade era uma vida tranquila, cercado de amigos, em completa ausência de dor e de medos.
“A representação vulgar do mundo com os seus deuses, o medo dos quais fez com que se cometessem os piores actos, é obstáculo à serenidade”.
“Para encontrar a felicidade o homem precisa aprender a superar os seus temores, até mesmo o da morte”.

Actualmente a psicologia divide os medos em normais e irracionais.
Normal é o medo que nos previne do perigo: ter medo de nos atirarmos da janela para saber qual a sensação de voar; ter medo de ser assaltado; ter medo de desafiar os mais fortes e depois sofrer represálias...
Ao medo do perigo associa-se o desejo de sobrevivência, o que torna este tipo de medo normal.

Irracional é o medo que nos domina completamente, nos leva a alterar hábitos e rotinas, que nos escraviza.

A melhor forma de combater os medos é enfrentá-los.
Não é fácil. Normalmente é até muito difícil; e, para o conseguir há que, muitas vezes, recorrer à ajuda de especialistas.

O medo mais comum é, sem dúvida, o medo do desconhecido.
Postos perante o desconhecido, nem sempre optamos pela melhor solução.

A PORTA NEGRA

Era uma vez um país de Mil e Uma Noites.
Neste país havia um rei que era muito polémico por causa dos seus actos.
Levava os prisioneiros de guerra para uma grande sala.
Os prisioneiros eram enfileirados no centro da sala, e o rei gritava:
- Eu vou dar-vos uma chance. Olhem para o canto direito da sala.
Ao olharem, os prisioneiros viam alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para a acção.
- Agora, - continuava o rei – olhem para o canto esquerdo.
Ao olharem, todos os presos notavam que havia uma terrível Porta Negra, de aspecto dantesco.
Crânios humanos serviam como decoração, e a maçaneta era a mão de um cadáver.
Algo horripilante só de imaginar, quanto mais para ver.
O rei posicionava-se no centro da sala e gritava:
- Agora escolhem. O que é que vocês preferem? Morrerem cravados de flechas ou abrirem rapidamente aquela Porta Negra e entrarem lá dentro enquanto eu vos fecho lá?
Decidam. Vocês têm livre arbítrio. Escolham!
Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão eles chegavam junto da terrível Porta Preta de mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue humano, esqueletos, aspecto infernal, coisas escritas do tipo “ Viva a morte”, etc., e decidiam: Quero morrer flechado.
Um a um todos agiam assim: olhavam para a Porta Negra e para os arqueiros da morte e diziam para o rei:
-Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa Porta Negra e ser trancado lá dentro.
Milhares optaram pelo que estavam vendo – a morte feia pelas flechas.
Um dia, a guerra acabou.
Passado algum tempo, um daqueles soldados do “Pelotão da Flechada” estava varrendo a enorme sala quando surgiu o rei.
O soldado, com toda a reverência e meio sem jeito, perguntou:
- Sabe, ó grande rei, eu sempre tive uma curiosidade… Não se zangue com minha pergunta, mas…o que tem além daquela Porta Negra?
O rei respondeu:
- Lembras-te que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? Pois bem, vai e abre a Porta Negra.
O soldado, trémulo, rodou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio puro de sol beijar o chão feio da enorme sala. Abriu mais um pouquinho a porta, e mais sol e um gostoso cheirinho de verde inundaram o local.
O soldado notou que a Porta Negra abria para um caminho que apontava para uma grande estrada.
Foi então que o soldado percebeu: a Porta Negra dava para a Liberdade.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

SINCERIDADE

Já aqui falamos várias vezes de Amor, Amizade, e, pelo menos afloramos, muitos outros sentimentos.
Hoje vamos debruçar-nos sobre a “Sinceridade”.
Comecemos por ver o que nos diz Malba Tahar sobre a origem da palavra «sincera».

A ORIGEM DA PALAVRA SINCERA

Sincera é uma palavra doce e confiável.

Sincera é uma palavra que acolhe.

E essa é uma palavra que deveria estar no vocabulário de toda a gente.

Sincera foi uma palavra inventada pelos romanos.

Sincero vem do velho, do velhíssimo latim…

Eis a poética viagem que fez “sincero” de Roma até aqui:

Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial.
Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita, que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos chegava-se a distinguir um objecto – um colar, uma pulseira ou um dado – que estivesse colocado no interior do vaso.

Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso:
- Como é lindo! Parece até que não tem cera!
“Sine-cera” querida dizer “sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através das suas paredes.

Da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou a ter um significado muito mais elevado.

Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro; que não oculta, não usa disfarces, malícias ou dissimulações.

O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.


A maioria dos escritores e pensadores manifestaram, ao logo dos tempos, a sua opinião acerca da sinceridade.
Vejamos alguns exemplos:

André Gide, conhecido escritor francês, autor de inúmeros livros e Prémio Nobel de Literatura de 1947, disse:

“Não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo”

“Em geral consideram-se sinceros todos os rapazes com convicções, e incapazes de criticar”

Por seu lado, François La Rochefoucaud, também escritor francês, pensava:

“A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucas pessoas, e essa que vulgarmente por aí se vê, não passa de uma astuta dissimulação para atrair a confiança alheia”.

“As pessoas fracas não podem ser sinceras”.

“Alguma desconfiança que tenhamos da sinceridade de quem nos fala, não impede que julguemos sempre que são mais sinceros connosco que com os outros”

E, por último, vejamos o que pensava da sinceridade o nosso Fernando Pessoa:

“Nunca sabemos quando somos sinceros. Talvez nunca o sejamos. E mesmo que sejamos sinceros hoje, amanhã podemos sê-lo por coisa contrária”.

“Quando falo com sinceridade, não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe”.

“Custa tanto ser sincero quando se é inteligente! É como ser honesto quando se é ambicioso”.

“No teatro da vida quem tem o papel de sinceridade é quem, geralmente, mais bem vai no seu papel”.

“Toda a sinceridade é uma intolerância. Não há liberais sinceros. De resto, não há liberais”.

Sem quaisquer pretensões a escritora ou pensadora…"penso" que a sinceridade deve ser usada com conta, peso e medida.
Quantas vezes, por uma questão de piedade, não podemos ser completamente sinceros?
E também, às vezes, por uma questão de prudência, temos que calar a verdade sincera, porque:

“Quem diz o que quer ouve o que não quer”!

domingo, 19 de outubro de 2008

AMOR E LOUCURA

Em tempos passados existiram duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre quatro e cinco anos de idade.
O menino chamava-se Amor e a menina Loucura.

O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva.
Já a Loucura era muito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa.

Entretanto, apesar de todas as diferenças, as crianças cresciam juntas, inseparáveis, brincando, brigando...


Mas houve um dia em que o Amor não se sentia muito bem, e acabou respondendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.

Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor. Começou a agredi-lo, mas não só verbalmente, como de costume.
A menina estava tão descontrolada que agrediu o garoto fisicamente, e, antes que pudesse perceber, arrancou os olhos do Amor.

O Amor, sem saber o que fazer, chorando, foi contar à sua mãe, a deusa Afrodite, o que havia acontecido.
Inconsolada, Afrodite implorou a Zeus que ajudasse seu filho, mas que não castigasse Loucura.

Zeus, por sua vez, ordenou que chamassem a garota para uma conversa.

Ao ser interrogada, a menina respondeu, como se estivesse com toda a razão, que o Amor a tinha aborrecido, e que foi merecido tudo o que aconteceu.

Embora soubesse que não fora justa com o seu amigo, a menina, que nunca soube desculpar-se, concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estava nem um pouco arrependida.

Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança, disse que nada poderia fazer para devolver a visão do Amor, mas ordenou que Loucura ficasse condenada a guiá-lo por toda a eternidade, estando sempre junto ao Amor, em cada passo que este desse.

E, até hoje, eles caminham juntos: onde quer que o Amor esteja com ele estará Loucura, quase que fundidos um no outro.
São tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura.

É também por isso que se costuma dizer que o Amor é cego; mas isso não é verdade, pois o Amor vê com os olhos da Loucura.

Autor desconhecido

Veja o vídeo

O AMOR É LOUCO...

Canção. Intérprete: Carlos Ramos.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ

Se quiséssemos ordenar os sentimentos por categorias, e considerássemos o Amor em primeiro lugar, como sendo o mais belo sentimento que existe – Solidariedade, Fraternidade….até mesmo Humildade, têm por base o Amor – poderíamos situar a Amizade em segundo lugar.

Ser preterida em favor do vencedor em nada a desprestigia.
Na realidade, quando é sincera, a amizade tem nuances que, muitas vezes leva a que se confunda com Amor.
Em muitos casos, um Amor muito profundo, ao longo dos anos pode transformar-se em Amizade, um sentimento tanto ou mais forte do que aquele que o originou.

Pensar em Amizade faz-nos lembrar que:

- Há amigos muito diferentes de nós, que nos entendem na perfeição;
- Nos ajudam nos momentos difíceis;
- Nos cobrem de paz;
- Nos mimam, quando eles mesmos necessitam de mimos;
E também:
- Os que parece que não, mas “estão sempre aí”
- Os que são capazes de tudo para nos evitar um mau momento
- Os que nos fazem rir quando estamos tristes
- Os que nos aguardam sempre
- Os que estão sempre atentos ao que necessitamos.

E há os que fazem a nossa vida mais simples, iluminando cada momento:

Se eu morrer antes de você,
faça-me um favor:

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por
Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.

Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.

Se me quiserem fazer uma santa, só porque morri,
mostre que eu tinha um pouco de santa,
mas estava longe de ser a santa que me pintam.
Se me quiserem fazer um demónio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demónio,
mas que a vida inteira eu tentei ser boa e amiga.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar
sendo útil a você, lá onde estiver.

E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
- "Foi minha amiga, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituída, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.

Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direcção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai,
aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus,
a amizade que aqui nos preparou para Ele.

Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem sabe
que vai morrer um dia, e que morramos
como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...

"Ser sua amiga... já é um pedaço dele..."

Um GRANDE e FORTE abraço de Amizade para todos.

Para despedida mesmo, deixo-vos este vídeo

Fado ' Rosas Brancas '