Ligue o som e acompanhe Moacyr Franco neste belo poema de sua autoria
BALADA DAS MÃOS
Se os teus olhos faltarem um instante da vida
Se o coração vacilar, retardando a batida,
Se o teu corpo cansado, curvasse vencido
Na estrada comprida,
Na batalha perdida.
Tuas mãos,
Só, tuas mãos,
Gêmeas no riso e na dor,
Manterão, sempre acesa a luz,
Votiva do amor.
Mãos que se juntam na prece,
Num momento supremo,
Quando no altar duas vidas se juntam também,
Mãos que abençoam o filho
Que parte talvez, para sempre,
E depois vão tecer um casaco de lã,
Para o neto que vem,
Mãos que dão lenitivo,
Aos que foram vencidos na vida,
Mãos que nunca recusam,
Num gesto o perdão.
Mãos que arrancam das cordas,
De um violino nervoso e agitado,
A música divina
Que torna todos os homens irmãos.
Mãos que após o silêncio que cai
Sobre a vida que cai
Juntam o silêncio àquelas que um dia também foram mãos.
Também foram mãos.
Também foram mãos.
Moacyr Franco
Moacyr de Oliveira Franco (Ituiutaba, 5 de outubro de 1936) é um actor, cantor, compositor e humorista brasileiro.
Começou sua carreira nos anos 60. Sofreu um sério acidente automobilístico na década de 70, o que lhe prejudicou a carreira. Depois do sucesso que vivera na primeira metade da década de 70, nunca recuperou a imensa popularidade que tinha.
Desde então lançou vários discos, além de trabalhar nas principais emissoras do país apresentando, produzindo, escrevendo e actuando em diversos programas. Continua a seguir paralelamente a carreira de cantor, apresentando-se por todo o Brasil.




