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domingo, 13 de novembro de 2011

BALADA DAS MÃOS


Ligue o som e acompanhe Moacyr Franco neste belo poema de sua autoria

BALADA DAS MÃOS


Se os teus olhos faltarem um instante da vida
Se o coração vacilar, retardando a batida,
Se o teu corpo cansado, curvasse vencido
Na estrada comprida,
Na batalha perdida.
Tuas mãos,
Só, tuas mãos,
Gêmeas no riso e na dor,
Manterão, sempre acesa a luz,
Votiva do amor.
Mãos que se juntam na prece,
Num momento supremo,
Quando no altar duas vidas se juntam também,
Mãos que abençoam o filho
Que parte talvez, para sempre,
E depois vão tecer um casaco de lã,
Para o neto que vem,

Mãos que dão lenitivo,
Aos que foram vencidos na vida,
Mãos que nunca recusam,
Num gesto o perdão.
Mãos que arrancam das cordas,
De um violino nervoso e agitado,
A música divina
Que torna todos os homens irmãos.
Mãos que após o silêncio que cai
Sobre a vida que cai
Juntam o silêncio àquelas que um dia também foram mãos.
Também foram mãos.
Também foram mãos.

Moacyr Franco



Moacyr de Oliveira Franco (Ituiutaba, 5 de outubro de 1936) é um actor, cantor, compositor e humorista brasileiro.
Começou sua carreira nos anos 60. Sofreu um sério acidente automobilístico na década de 70, o que lhe prejudicou a carreira. Depois do sucesso que vivera na primeira metade da década de 70, nunca recuperou a imensa popularidade que tinha.

Desde então lançou vários discos, além de trabalhar nas principais emissoras do país apresentando, produzindo, escrevendo e actuando em diversos programas. Continua a seguir paralelamente a carreira de cantor, apresentando-se por todo o Brasil.


domingo, 16 de janeiro de 2011

ODE A FERNANDO PESSOA











ODE A FERNANDO PESSOA


Quando a gente lê Pessoa
nosso estro sobrevoa
édens de intensa beleza!
Além dessa realidade,
lê-se nele a nua verdade
de que a palavra saudade
só podia ser portuguesa!

Do seu verso a alacridade
se mescla àquela humildade
da flor que nasce no brejo!
E nele a alma lusa entoa
da Mouraria à Madragoa
as cantigas de Lisboa
debruçada sobre o Tejo!

Tudo amou como poeta,
até mesmo a luz discreta
desses lusos arrebóis...
Mesmo ao zizio das cigarras
cantava, em rimas bizarras,
o soluçar das guitarras
e o trinar dos rouxinóis!

Ler nele os descobrimentos,
é ver épicos momentos
que tod'alma lusa entoa!
É ouvir a voz magistral
dessa "Severa" imortal,
isto é fado, é Portugal,
isto é Fernando Pessoa


Humberto Rodrigues Neto


Humberto-Poeta fala de si:
Meu nome: Humberto Rodrigues Neto - nick - Humberto – Poeta
Nasci em São Paulo, Brasil, a 11 de novembro de 1935
Escrevo desde 1948 - estilo de minha escrita: Parnasiano
Meus poetas preferidos; Olavo Bilac - Guilherme de Almeida - Cruz e Souza - Vicente de Carvalho - Florbela Espanca