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sábado, 22 de julho de 2017

MOMENTO DE POESIA – A CONCHA MENINA

Há uns anos escrevi estes versos para homenagear uma jovem amiga de 15 anos, que, tal como eu, adorava lendas.
Espero que vos agrade tanto como agradou a ela, não esquecendo que se trata de um "poema"… infanto/juvenil…
Para ouvir clic na seta abaixo.


                                     A CONCHA-MENINA



Uma lenda muito antiga
Falava duma menina
Que numa concha vivia.
Era feliz, a menina…
Mas um segredo escondia…
Um dia,
Passeando à beira mar,
Ouvi um leve murmúrio
E o segredo descobri.
Queres que to conte?
Então escuta:

Bem por trás do arco-íris,
Onde o sol nasce no mar
Há uma cabana junto à praia
Que, dizem, foi habitada,
Por um génio
Que a deixou encantada.

Dizem ainda
Que nas noites de luar,
De uma concha que se abre,
Linda menina aparece
Logo se pondo a cantar.

Marinheiro que se preze,
Em noite de lua cheia
À praia vem espreitar
E escuta, em doce enlevo,
Como canto de sereia, 
Da menina o seu cantar.

E quando o dia amanhece
A concha volta a fechar
Mantendo dentro a menina
Que não pode mais cantar
Até que surja o luar.

Mariazita


Esta é a minha última postagem antes das férias.
Dentro de poucos dias vou “voar” para os Estados Unidos, donde regressarei em meados de Setembro. 
Até lá… desejo-vos tudo de bom.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

MOMENTO DE POESIA – DESTINO



DESTINO
Olhaste para mim
Como se olhasses para uma folha de papel vazia
Onde querias gravar as palavras
Do nosso destino.

Pedi-te que deixasses
Espaço bastante entre as linhas
Para que eu pudesse escrever
Nas entrelinhas.

Não quiseste ouvir-me.
E quando tentei que chegasse junto a ti
O meu sentir,
Faltava espaço para me exprimir.

O nosso destino passou a ser
Apenas o que desejavas para nós.
Mas uma só vontade não basta
Para dois trilharem um caminho a sós.

Sem esperança de retorno,
Deu-se a despedida.
Cada um seguiu o seu destino.
E, agora, eu já não sou uma folha de papel vazia.


Mariazita

PS – Vou ausentar-me por uns dias. Quando regressar agradecerei todos os comentários recebidos.
A TODOS UMA PÁSCOA MUITO FELIZ!

sexta-feira, 3 de março de 2017

MOMENTO DE POESIA - AMOR SEM AMOR

AMOR SEM AMOR
AMOR SEM AMOR

Beijaste os meus cabelos de mansinho
Com carinho jamais experimentado.
O teu suave gesto apaixonado
Meu coração deixou em desalinho.

Sem defesas ou simples resistência
Num querer e não querer entregar-me,
Um sinal que pudesse libertar-me
Dias sem fim pedi à Providência.

Nem o mais leve sinal me chegou.
Tua insistência fez-me estremecer.
Tive que decidir sozinha o que fazer:
Olvidando essa luz que me cegou.

Esperar um pouco, e o amor preservar?
Nem Penélope por Ulisses o faria
Nos vinte anos de espera em agonia
Apenas tendo o filho p’ra cuidar.

Como queres, meu amor, o meu amor,
Se eu não tenho amor para te dar…?
O sonho era bonito, p’ra sonhar…
Mas nada mais do que isso, meu amor!

Mariazita
19.02.2012

segunda-feira, 27 de junho de 2016

MOMENTO DE POESIA - QUANDO NADA MAIS RESTAR

QUANDO NADA MAIS RESTAR

Quando nada mais restar desse sonho lindo
E duas lágrimas rolarem no teu rosto
Esquece o que passou, não lembres o desgosto
Observa a Natureza, em festa se abrindo.

  Quando ao crepúsculo divisares as sombras
E as recordações te acudirem ao espírito
Agradece aos deuses, que estão no infinito,
Princípio imaterial de doces alfombras.
 

 Quando olvidares todo o tempo passado
Sem qualquer futuro a ensombrar-te o olhar
O sonho mais lindo surgirá renovado.

 Escuta o silêncio na noite. E a Morfeu
Sorri com enlevo. E sem pestanejar
Ergue de mansinho as mãos. E agradece ao céu!

  Mariazita
 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MOMENTO DE POESIA - PRESENÇA NA AUSÊNCIA


PRESENÇA NA AUSÊNCIA

Gosto de ouvir o silêncio
Que, logo que a noite cai,
Em nossa casa se instala.

É a madeira que estala
Um cão que ao longe ladra
O vento que anda rondando
E tu!

A tua presença,
Que de dia se dilui
À noite torna-se viva, palpável.

O teu perfume, o abraço,
O teu carinho ao olhar-me,
A ternura do teu beijo…
De noite faz-se sentir
Muito melhor que de dia.

Então, no plasma dos sonhos,
Ouço o respirar das águas
Que caiem bem devagar…
Porque a casa é o lugar
Onde os átomos do delírio
Me falam melhor de ti!

Tua voz ecoa pelo espaço
Como um hino…
Afago-te, e vejo,
Em puro assombro,
Num derradeiro espanto,
O teu sorriso divino.


Mariazita

domingo, 10 de abril de 2016

MOMENTO DE POESIA - SONHO BREVE

SONHO BREVE




SONHO BREVE

Nem tu, amor, me deste
Aquela paz tão desejada!

No palco imenso que é a vida
Os acenos e sorrisos recebidos
Foram tantos, que me cansei
A responder
A todos e a nenhum.

Braços pendidos
Sem alento, parados, não vi o teu olhar
Na multidão de vultos esfumados.

Por fim, chegaste.

Exaltação!
Puro delírio!
Puros impossíveis!
Pura miragem,
Aos poucos me deixaste.

E ali fiquei, no palco, já sem vida,
Braços caídos, sem alento,
E sem paz!




quinta-feira, 3 de março de 2016

MOMENTO DE POESIA - VOO ALUCINANTE

VOO ALUCINANTE


VOO ALUCINANTE

Veloz, sobrevoei os altos cumes das montanhas,
Vi o seu gelo derreter-se em grossas gotas,
Transparentes pérolas, brilhantes.
Insondáveis serras, rochosas, agrestes,
Vislumbrei do alto, ao sol inclemente.

Cavernas profundas, covis de morcegos,
Raposas voadoras, de olhares cegos,
Vampiros, insectos, sementes no chão.
No sopé do monte, em voo fremente,
Grutas deslumbrantes de pingentes coloridos
Aconchego de fadas e duendes celestes.

Veloz, rasei largas lezírias verdejantes,
Loiras searas ondulando ao vento,
Campos de papoilas vermelhos de sangue.
Descansei, por fim, no areal da praia,
Junto ao mar, exangue.

Veloz, mergulho no deserto e sinto frio.
Veloz, subo à montanha – está tanto frio!
Mariazita