segunda-feira, 31 de março de 2014

MOMENTO DE POESIA - Se

SE…

 Se esse olhar  fosse p’ra mim
Se fosse meu o teu amor
Eu te juro, ajoelhada,
Por meu Deus, seja onde for,
Que seria tua escrava
Se fosse meu o teu amor.

Se tu quisesses ouvir
O que diz meu coração
Eu garanto que daria
Só a ti a minha mão
Mandando, então, repetir
O que diz meu coração.

Se teu olhar me falasse
Se fosse meu o teu beijo
Se me desses teu carinho
P’ra matar o meu desejo
Eu te dava o meu amor
Se fosse meu o teu beijo

Se fosse meu o teu sorriso
Se me desses teu amor
Eu seria tão feliz
Tão feliz e sem temor...
Estaria no paraíso
Se me desses teu amor

Ah! Se um dia compreendesses


Tudo que eu sinto por ti
Dar-me-ias teu amor.
Verias que pressenti
Que, um dia, entenderias
Tudo o que sinto por ti.
Mariazita
2014, Março 


sexta-feira, 14 de março de 2014

MAIS UMA DATA COMEMORATIVA

DIA DO PAI
(Comemorado em Portugal no dia 19 de Março)

(Esta composição fotográfica é uma homenagem que presto a meu Pai, que partiu há muitos anos, mas de quem me lembro todos os dias.
Obrigada, papá, a ti devo a vida.)

Sei que há muitas (pelo menos bastantes…) pessoas que não concordam com os “Dias de…”.
Mas eles existem, é um facto. E os motivos que deram azo a que fossem criados não podem considerar-se frívolos ou insignificantes.
Se, por um lado, há dias que apenas têm como função homenagear ou fazer lembrar determinadas profissões e/ou artes -  Dia mundial da poesia (21/03), Dia mundial do teatro (27/03),  Dia mundial do professor (05/10), Dia mundial de… doenças várias – osteoporose, psoríase, da gaguez, dos diabetes… dias de tudo! – sem que tenha ocorrido qualquer facto que justifique a sua existência…
por outro lado há “Dias de…” que têm por base acontecimentos marcantes, que ficaram registados na História da humanidade.
As pessoas cuja formação foi feita em ambiente oficialmente católico, certamente recordam que a informação que nos era transmitida era a de que o Dia do Pai homenageava, essencialmente, o Pai de Jesus – S. José.
Com o decorrer dos tempos, e o cariz comercial que “explodiu”, relativamente a esta e todas as outras homenagens, fez decrescer a atenção dada ao santo, ao mesmo tempo que se dava mais ênfase à figura paternal.
E se, hoje em dia, há uma corrida às lojas para comprar um presente para o “Pai”, no início do século passado as coisas não eram bem assim.
Não há testemunhos perfeitamente fiáveis relativamente ao que terá originado o aparecimento do Dia do Pai.
Contudo, a versão que parece mais digna de crédito, é a que conta que, em 1909, em Washington, USA, Sonora Louise, filha dum veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às Mães, teve a ideia de celebrar o Dia do Pai.
A sua mãe falecera ao dar à luz o sexto filho, em 1898.
O seu pai teve que criar o recém-nascido, assim como os outros cinco filhos, sozinho.
Já adulta, Sonora sentia um grande orgulho no Pai ao vê-lo superar todas as dificuldades, sem a ajuda de ninguém.
Em 1910 Sonora dirigiu uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washington, USA. Pediu também auxílio a uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade.
O primeiro “Dia do Pai” na América foi comemorado em 19 de Junho daquele ano (1910), aniversário do Pai de Sonora.
Como símbolo foi escolhida a rosa, sendo que as vermelhas eram oferecidas aos Pais vivos e as brancas dedicadas aos Pais já falecidos.
A partir dessa data a comemoração estendeu-se a todo o estado de Washington, e em 1924 o Presidente apoiou a ideia da criação de um Dia do Pai nacional; mas só em1966 o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro Domingo de Junho como o Dia do Pai.
Embora comemorado em quase todos os países do mundo, não o é no mesmo dia em todos eles. Cada país tem o seu dia próprio.
Em Portugal e na vizinha Espanha, tal como na Itália, comemora-se a 19 de Março; no Brasil acontece no segundo Domingo de Agosto.
Independentemente do aspecto comercial que sempre se dá a esta, como a qualquer outra comemoração, é uma data que merece ser muito festejada – por quem tem Pai ainda vivo – nem que seja para dizer um simples “Obrigado Pai”.
Àqueles cujos Pais já fizeram a grande viagem, que é o meu caso, aconselho um momento de recolhimento.
Em pensamento diga também “Obrigada(o) , Pai”!
Lá, onde se encontra, o seu Pai vai ouvir o seu pensamento, e  sentir-se-á muito feliz.


E agora convido-vos a ver e ouvir este vídeo em que Alejandro Fernandez dedica a seu Pai, Vicente Fernandez, cantor e actor mexicano, considerado o expoente máximo da música rancheira, a canção “MI QUERIDO VIEJO”.

Esta linda canção foi composta por Vicente Fernandez, para o seu próprio Pai, avô de Alejandro.

 
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