domingo, 20 de junho de 2010

FIM DOS PROFESSORES



Embora o tema “Educação” me seja particularmente caro, há bastante tempo – uns largos meses – que não o trago a este espaço. Mas agora, que o ano escolar está no seu término, parece-me relevante fazermos uma pequena e despretensiosa reflexão.
Com a remodelação do governo, em Outubro passado, e a nomeação da nova Ministra da Educação, Isabel Alçada, nasceu, nalguns professores, a esperança de que haveria mudanças que conduziriam a melhores condições educativas e consequentes resultados escolares.
Essa esperança foi esmorecendo com o passar dos dias, em que nada de positivo “saía” do ministério; nalguns casos, até, será a machadada final nas suas esperanças, o projecto de lei que permite “aos alunos que frequentem o 8º.ano e tenham completado já 15 anos de idade, transitarem directamente para o 10º.ano, sem passagem pelo 9º.ano, apenas, talvez (disto não tenho a certeza) tendo que prestar uma qualquer prova”.
Penso que isto será a preparação para um futuro que se avizinha, em que os professores serão absolutamente dispensáveis, e, aos poucos, dispensados.
Convido-vos a apreciarem, comigo, esta visão do futuro:

Fim Dos Professores

A cena passa-se por volta de 2210, ou seja, dentro de duzentos anos, o que equivale a, apenas, umas 10 gerações.
(Em Educação, geração é o nome dado ao conjunto de estudantes que iniciam ou terminam os seus estudos numa mesma data).
Estamos, portanto, em 2210, quando um menino pergunta:

- Vovô, porque é que o mundo está acabando?
O avô responde, calmamente:
- Porque já não existem PROFESSORES, meu anjo.
– Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?

O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, há muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, comportar-se, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

– Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
– Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
– E como foi que eles desapareceram, vovô?
– Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado, aos poucos, por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra bem do que surgiu primeiro, mas, sem dúvida, os políticos ajudaram muito.
Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa.

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados dos seus filhos.
Estes foram ensinados a dizer:
- Eu estou pagando e você tem que me ensinar, ou
- Para quê estudar se o meu pai não estudou e ganha muito mais do que você?”- ou ainda

- O meu pai dá-me mais de mesada do que você ganha num mês.
Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo “gerenciar a relação com o aluno”.
Os professores eram vítimas de violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres e ricos. Transformaram-se em “saco de pancada” de toda a gente.
Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais pela a aprovação dos filhos, quer fosse nas Faculdades, nas básicas ou nas secundárias.
- Eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer o meu filho passar de ano - diziam os pais nas reuniões com as escolas.
E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem ano após ano. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos; as discussões de ideias, tudo, enfim, se resumiu ao decorar de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou de ir à escola para estudar a sério.
Em seguida, os professores foram desmoralizados. Os seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria dedicar-se à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor.
As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas “bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas – enfim, pessoas sem nenhuma formação especial ou contribuição real para a sociedade.

Ah, mas estava a esquecer-me de um factor chave nessa história toda.
Houve uma época longa chamada ditadura; os militares colocaram os professores “debaixo de olho” e quase acabaram com eles. Foram perseguidos, aposentados, expulsos do país, em nome do combate aos subversivos e à instalação de uma república sindical no país.
Eles fracassaram, porque essa tal república sindical se instalou, os tais subversivos tomaram o poder, implantaram uma tal de “educação libertadora” que nunca ninguém soube o que é, e fizeram a aprovação automática dos alunos com apoio dos políticos... Foi o tiro de misericórdia nos professores.
Não sei o que foi pior –se os militares se os tais subversivos.

– Militar? Não conheço essa palavra. O que é um militar, vovô?

– Era, meu filho, era; agora já não é. Também já não existem...

36 comentários:

Bergilde Croce disse...

Grande retrospectiva reflexiva Mariazita sobre esse tema inesgotável que é a Educação.Fui professora de rede pública numa região dita pobre do Brasil e viví na pele essa árdua,mas maravilhosa escolha profissional e sinceramente não creio que o dia da extinção dessa profissão chegará,espero que não porque seria o fim do mundo!
Abraço grande da Itália,Bergilde

direitinho disse...

Belo texto Mariazita.
Discordo da data apresentada - 2210.
Isso já se passa hoje e agora.
Dentro dos nossos dias e do nosso tempo veremos ainda coisa piores.
Toda esta desgraça já está implantada.
Razão tem alguns, quando afirmam, Cavaco é culpado:
Deixa fazer tudo quanto lhes passa pela "veneta".
Temo pelo desmoronar da nossa sociedade em que os filhos se voltam contra os pais e os agridem.
Parece que estes últimos governos, com maior incidência para este,copiaram todas as brutalidades da fundação do Marxismo Leninismo e de toda a revolução russa.
Comprovado pelos próprios os grandes erros e falácias.
Passado um século os portugueses ainda lá vão copiar aquilo que eles rejeitaram por erros de gestão.
Quando será que temos homens com capacidade de governar e servir um país mais justo e prospero....?

Zélia Guardiano disse...

Mariazita querida

Sou professora. Professora aposentada. Lendo este seu post, fiquei muito, mas muito emocionada, porque dificilmente uma voz se levanta assim. E é preciso. Mesmo que as palavras sejam jogadas ao vento, uma ou outra poderá cair em solo fértil e germinar...
Ainda esta semana comentei no blog do Luis Felipe(Luis Desenha), esta mesma questão. Contei as humilhações por que passamos nós, os professores, aqui na nossa terra. Os governantes fazem questão absoluta de nos aniquilar, para que os analfabetos lhes garantam a impunidade pelos desmandos. Voto, aqui, é trocado por todos os tipos de migalhas materiais, mas nunca, jamais, por Educação...

Grande abraço, todo entremeado de admiração...

Saozita disse...

Olá Mariazita, antes demais gostaria de dizer que folgo vê-la, pois os seus blogues tinham desaparecido e ninguém me sabia dizer o que tinha acontecido, a minha cunhada, depois lá conseguiu saber e explicou-me. Fico feliz, por ter recuperado os blogs e já estar tudo bem.

Relativamente a este post, penso que a ilusão das pessoas relativamente à nova tutela da educação, se deve ao facto de terem acreditado que o Governo iria arrepiar caminho depois das eleições, o que não é verdade.
Quanto do programa e promessas eleitorais já foi cumprido?
Política é assim mesmo retórica, na tentaiva da caça ao voto. Os actuais responsáveis do ministério da educação, não são melhores, nem piores que os anteriores, limitam-se a cumprir as directrizes emanadas pelo Governo, e é se querem manter o "tacho" rsrsrs.

Relativamente às passagens administrativas por excesso de idade, elas sempre existiram, mesmo quando ensino obrigatório era a 4ª Classe. Mais grave julgo que são as equivalências atríbuidas no âmbito dos processos de certificação de competências, que são uma pura "chachada", ninguém aprende nada! Mas o Governo português quer ficar bem na fotografia e dizer que em 10 anos, diminuiram o nível de iliterácia, aumentaram os níveis de escolaridade e somos todos quase doutores. Esta política tem um propósito, subir no ranking internacional dos índices de desenvolvimento humano de forma a mostrar-se o que se não é e o que não se tem!
Em relação ao texto, está muito bem imaginado, embora não creia que algum dia acabem os professores. Seria mesmo o descalabro e o desmoronar do suporte da nossa sociedade.

Desejo-te um bom Domingo.
Beijinhos

Vitor Chuva disse...

Olá Mariazita!

Começo com um agradecimento pelas simpáticas palavras de boa vindas que lá deixou no meu cantinho; obrigado, sabem sempre bem!
A seguir, continuo com um desabafo: nem imagina o "trabalhão" que já tive para aqui chegar; dei voltas e mais voltas, e nada! Estava mesmo a pensar em vir a pé, mas hoje, talvez por ser Domingo, não sei, lá acabei por encontrar o caminho desimpedido-e cá cheguei!

Quanto ao tema do poste de hoje, o que está a acontecer era há já muito um desastre anunciado.
A batota nunca levou a lado nenhum; as consequências da mesma acabam sempre por aparecer, mais cedo ou mais tarde, quando já nem sequer nos lembramos muito bem quem iniciou o processo que nos conduziu à -triste - situação em que hoje se encontra o ensino.
Quando se passa de ano sem saber; não se faz prova daquilo que se sabe, se dispensam os alunos de saber Português e Matemática e ainda assim passar de ano, que outra coisa diferente poderia acontecer?
Por outro lado, com tanta "democratização" do ensino, em que os professores acabam por ser quem menos manda nas aulas e no processo educativo, e onde, em paralelo, muita outra gente sem qualificação mete o "bedelho",tal não podia augurar nada de bom!
Tudo tem um limite - até a organização democrática - assim como toda a organização precisa de um responsável para poder funcionar.
Nas últimas décadas juntaram-se várias males dentro da escola pública - e não só - e a mesma entrou em colapso:O que acontece hoje é a consequência disso mesmo.
Soluções? Só invertendo por completo os princípios que regem o funcionamento da mesma, o que não é nada fácil, exigiria muita coragem, e não há quem se ofereça para tal; "quem vier atrás que feche a porta", parece ser o mote ...

Beijinhos.
Vitor

Livinha disse...

Estais a abrir um leque?
Que vês além do horizonte?
A desesperança, apagando o lume,
por tantos erros ocasionados pelos desenganos...
Ah minha querida Mariazita, os temores são iguais, balança a terra, revela nossos ais, mas jamais podemos assim nos entregar, pois ainda que o sol já não queima brandamente, arde como as dores consequentes de quem não acredita mais.
Tem dias que a gente se sente como quem partiu, como quem morto já está, sem alcançar algum brilho que permita a luz visualizar.
O que narras é a mais pura realidade. Pessoas se atropelando, crianças com pensamentos gravados pelos ditos ouvidos, exemplos da ganância e interesses mundanos.
As escolas sem respeitos, professores, desanimados pelos seus feitos sem reconhecimento.
No berço, perante as facilidades desse mundo, as crianças tornaram-se robôs, tudo prático e pronto, sem dar-se ao trabalho de ir a luta a se dar ao descobrimento, a se dar as fantasias, sem fomentação para criar seus proprios brinquedos. Pais e filhos misturados, e sequer sabemos quem são uns e outros. Tudo na mesma sacola de verduras, colocados a venda em suas sujeições.
Mas algo sim haverá de acontecer. ouviremos todos o chamado que já está acontecendo. As mudanças serão muitas e padecerá quem se fizer de rogado.
O mundo foi criado tão bonito e até ele mesmo está desfalecendo, quando a nossa natureza grita por socorro ao dizer: Estou morrendo...
mas vamos prosseguir. Buscando na corrida do tempo uma carona com ele, para que não paremos e nem fiquemos a pensar enquanto as horas aceleradas seguem seus rumo.
Vmos caminhar e auxliar a quem clama por entendimento.

Muito bom teus escritos.
Admiro muito você minha amiga, nas escritas e nos versos que coloca os teus anseios.
perdoe os meus escritos, peguei teu bonde de apoio e discorrir os versos de minhas entranhas.

Feliz semana pra ti

bjs

Livinha

Canduxa disse...

Querida Manita,

Uma visão do que vai acontecer bem mais cedo do que muitos pensam….
Ou se mudam algumas coisas ou qualquer dia não são mesmo precisos professores.
Mas tenhamos fé….se acreditarmos os milagres podem acontecer.
Parabéns pelo texto sobre um assunto tão delicado e tão importante.

O meu abraço apertadinho

Canduxa

Fernanda disse...

Querida Mariazita!

Fabuloso, dou-lhe nota máxima neste seu maravilhoso texto!!!
Primeiro o seu prefácio, que só por si diz o suficiente... o urgente!!!

Depois a fórmula encontrada em discurso directo está incrivelmente bem explanada e não há NINGUÉM que não concorde que assim será...
A minha única dúvida, quase uma certeza, é que, lamentavelmente, todo esse horror acontecerá bem mais cedo.

Brilhante!
Parabéns.
Beijinhos

Na casa do Rau

Desnuda disse...

Mariazitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

uebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Ontem cheguei muito tarde mas dei uma espiada no gmail e fiquei muito feliz, amiga. Devido ao seu último recado fiquei animada e com certeza que tudo se resolveria.

Um texto maravilhoso e uma reflexão sempre apropriada, como de hábito neste blog maravilhoso.

Eu volto já! rsrs.

Beijos, com carinho, querida amiga.

Vicktor disse...

Querida Mariazita

E um dia desapareceram os políticos que somente pretendiam obter benefícios para si, para os seus amigos, para os seu familiares...

Resistiram uns seres estranhos que sonhavam os arco-íris e que caminhavam nesse sonho...

E pouco a pouco como acontece com as sementinhas em terra queimada foram despontando os professores... os humanista.. os solidários...

E neste novo mundo em que mais do que o preço contava o valor nasceu o Homem novo que nem precisava dos polícias...

Beijinhos.

Cida disse...

Os países são diferentes, mas os problemas acabam sendo os mesmos!
Infelizmente!...:(

Por aqui, ninguém mais respeita os pobres professores, e como a maioria ganha um salário de fome, quase ninguém mais sonha com essa profissão. Onde vamos parar???

Dizem que quando as coisas tomam um rumo muito ruím, a tendência é voltar atrás e tentar um novo método... Por enquanto, minha esperança mora aí, pois do jeito que está, realmente, não dá prá continuar.

Parabéns amiga pela forma que tocou nessa chaga social.

Um beijo

Cid@

Luis disse...

Minha Querida Amiga Mariazita,
Parabéns por estas reflexões muito a propósito do que se tem vindo a passar com a educação! A verdade é que não será preciso chegar tão longe! Já temos PM e não só que são uns perfeitos analfabetos "encartados"! Antigamente dizia-se dos maus condutores que tinham a carta de condução através da "farinha Amparo". Agora podemos dizer que temos engenheiros e doutores de cursos tirados numa qualquer "universidade independente"! As "passagens administrativas" é no que dão...
Adorei a irnonia sobre os Militares! Realmente qualquer dia só há policias... e mesmo esses podem vir a acabar!!!
Um abração muito amigo.

poetaeusou . . . disse...

*
ora toma !!!
que eu adorei o texto,
eu diria que já não há,
Militares Castrenses,
mas sim
Militares Castra.........
,
conchinhas coloridas,
deixo,
,
*

JADY*ALVES disse...

Amiguita querida, que bom que resolveste o problema com o teu blog, tenho visto o sumisso de alguns blogs por aqui e cheguei a pensar que os mesmos tivessem sido excluidos... Feliz por vê-la firme e forte aqui e com um post alertador quanto ao futuro do ensino no mundo.
Essa tua postagem vem nos alertar o rumo que se encaminha o aprendizado hoje em dia, e não está longe disso tudo acontecer não...
Minha filha já anda pela internet estudando línguas, pra concurso e muito mais, sem ajuda de professor, meu Senhor o que será que o futuro trará as crianças e futuros adultos, sem o ensino e essa convivência diária, dos professores, e porque não dizer dos próprios alunos sem essa convivência social, voltados ao isolamento das maquinas...
Temos aqui no Brasil um triste exemplo...
Colocamos no poder um presidente ANALFABETO, e ele se vangloria de sê-lo e chegar onde chegou, um mal exemplo que deve urgentemente ser consertado nestas próximas eleições amiga. E cada umtem que fazer a sua parte e pesar o ensino e seus futuros dirigentes, a base de tudo com certeza é um bom aprendizado...
Amiga, parabéns pelo texto muito bem descrito e pela reflexão contida.
Bem vinda de volta rss
Feliz dia pra tí e meu carinho sempre.
Tua amiga, Jady

Daniel Costa disse...

Mariazita

Foste tão bem, na imaginação, que me parece teres escrito tudo a respeito. Corroboro o que foi.
Ah, mas falta dizer, que devem ir desmoblizando os profesores e com eles criarem um grande centro de estatística para os resultados a entregar à UE sejam concludentes, para sermos bons em alguma coisa.
Beijos
Daniel

Maria João disse...

Querida amiga

Este texto, embora seja ficção, pode muito bem vir a corresponder à realidade e bem mais cedo que daqui a 200 anos.
Lamentavelmente, não estamos no bom caminho, e a maleita, atinje toda a gente: pais, governantes, professores, alunos e sociedade em geral.
No campo dos saberes, estes deixaram de fazer sentido para uma mentalidade consumista e de prazeres imediatos, onde mais do que saber, importa obter.
No campo comportamental, o que se ensina não é congruente com o que se demonstra.
E os valores? Esses alicerces tão estruturantes? Dizem as mentes evoluídas, que isso é coisa de gente moralista...
Não vamos no melhor caminho, não!

Beijinhos

com senso disse...

Amiga Mariazita

Li com toda a atenção o seu oportuníssimo texto, pois a educação é um tema que sempre me interessou e cada vez mais me interessa.
Infelizmente, o sistema educativo é vital para qualquer sociedade e está neste momento bastante doente no nosso País.
Acho lamentável que "especialistas em pedaggogia" que se formaram dentro de um determinado sistema vigente nos anos cinquenta e sessenta, achem simultaneamente que são uns iluminados e que o sistema que os "iluminou" não serve agora para as novas gerações, subvertendo todos os seus principios e méritos!

Neste País parece que está tudo ao contrário do que deveria neste campo.

Uma grande quantidade de pais demite-se completamente do acompanhamento escolar dos seus filhos, nem se preocupa em tentar suprir por sua iniciativa as deficiências do sistema de ensino.

O papel dos professores é essencial! Contudo infelizmente também neste campo regrediu-se muito em qualidade e mais ainda em incentivos para os motivar e dignificar a sua função.

O estatuto dos alunos é completamente permissivo, vivendo-se em muitas salas de aulas situações de absoluto desrespeito que roçam a proximidade com o inferno para os professores.

Penso que textos como o seu são muito úteis para este debate, que é absolutamente essancial para o nosso futuro.
Bem-haja e um beijinho de muita amizade, agradecendo as suas simpaticas palavras deixadas no meu pequeno espaço.

Chica disse...

Falar sobre educação é sempre refletir e refletir...Lindo texto e a figura do profesor aqui no Brasil ,dá pena.Trabalham,se esforçam(em geral)e não ganham salários justos e nem tem o respito merecido,Uma pena!um beijo,tudo de bom,chica

Irene Moreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Irene Moreira disse...

Mariazita
Com tudo que relatas e com esta previsão fica mais do que notório a necessidade de fazer mudanças drásticas para que não cheguemos a esse fim.
Não importa qualo País que faz mas vemos a Educação ser tratada como um comércio e manuseada por pessoas interesseiras e querendo sempre levar vantagem. Que vença o mais esperto deve ser o lemas deles.
Beijos

Carol Bonando disse...

minha primeira vez aqui, adorei o texto, ri um tanto séria e com seriedade ri da verdade...
abraço forte e me visite!
=)

São disse...

MInha querida, é com dor que o digo: a Educação está completamente posta em última prioridade e quando alhuém se do poder se lembra de lhe tocar é pior a emenda do que o soneto.

Um abraço, nena.

Saozita disse...

Passei por aqui para te deijar um bom S. João amiga
Bj com muito carinho

Zé do Cão disse...

Mariazita
Beijos, abraços, saudações, "recuerdos" da Pineda. Uma noticia "triste" o PortAventura, está mais pobre com a crise. Todos os espectáculos descerem de nível e só os há da parte da tarde. Quanto ao Salou, está em grande, aquela Avenida das Palmeira junto à praia está espectacular. O mesmo digo das peixarias de Cambrills. Por aqui me fico.
Texto bonito, e a dizer as verdades do que se passa por cá.
Que saudades tenho da minha batinha branca e da sacola de sarapilheira com a ardósia lá dentro. Das réguadas não tenho saudades, mas que bem me fizeram e como eram respeitados os «profes».
Sinto-me feliz, porque os meus filhos sempre souberam respeitar os professores e tem em cada um deles um amigo.
Parabéns pelo desbloqueio da "Casa da Mariquinhas". Uma pergunta. Ainda tem as janelas com tabuinhas, ou já as substituíram por portadas de alumínio lacadas a verde?

Beijitos, minha amiga

AC disse...

Bem, Mariazita, parece que o futuro nada augura de bom. Espero, sinceramente, que esteja enganada na sua previsão, e que tudo não passe de ficção. Mas, olhando para os sinais, ai, ai...!

Beijo

Pérola disse...

Amada a sua postagem é simplesmente fabulosa.
Eu sou professora e entendi perfeitamente o texto,é só o q está faltando né amada.
Beijokas minha linnnnnnnda.

Ana Martins disse...

Minha querida amiga,
as coisas vão de mal para pior disso não tenhamos dúvidas. Para o nosso governo o que conta são as estatisticas, mesmo que num futuro muito próximo os nossos futuros Homens e Mulheres tenham a escolaridade obrigatória mas não saibam escrever, não faz mal. O que conta é que o analfabetismo estatisticamente diminuiu.

Enfim!!!!

Quanto a esta medida que não sei se já foi aprovada, serve unica e exclusivamente para aumentar o desinteresse pela escola.

Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas

FlorAlpina disse...

Olá Mariazita,
Passei para agradecer a força e o carinho que senti nas suas palavras, deixadas no meu cantinho.
Muito obrigado!

Grande texto parabéns!

Bjs dos Alpes

relogio.de.corda disse...

Um ficção quase realidade, infelizmente.

Lilá(s) disse...

Obrigada por este post, ando demasiado exausta e desiludida que já nem me tarevo a falar sobre a educação, mas hoje e numa altura em que quase nem acredito no que ma anda a acontecer saí da escola com mais uma confusão os "Mega agrupamentos"!!!
E é assim que saudades do tempo em que me deixavam ser professora...
Beijinho grande

Rogério Pereira disse...

Mariazita,
Fez-me uma visita bonita
E como visita com visita se paga
Cá estou, não só para retribuir, como para abrir conta-corrente de visitas futuras...

Quanto ao seu texto...
Bom...
O seu texto não vai ter pés para andar!
Sabe porquê?
NÒS não vamos deixar!
Eu
A Mariazita
e muitos mais
contra essa história vamos lutar...
(sei que tem o meu selo e que fará tudo por merece-lo)

Hoje assino-me
"O pagador de visitas"

Táxi Pluvioso disse...

Ah! seria uma óptima ideia, que tivessem terminado, pois, na escola, só servem para empatar.

A escola serve apenas para passar o papelito final, dito diploma, que depois será útil na vida, não serve para ensinar nada, porque nada é ensinável, só o tempo ensina. Por outro lado, para adquirir conhecimentos, que se costuma confundir com ensinar, existe a TV ou a Wikipédia. (No entanto, as professoras boazonas devem ser mantidas para alegria da pequenada).

Saozita disse...

Passei só para te deixar um bj e desejar-te um bom fim de semana amiga

Kimbanda disse...

Mariazita|
Estou de novo com alguma disponibilidade que aproveito para ler os trabalhos dos amigos e assim cá estou de novo.
Excelente trabalho com que nos presenteias e, que da ficção à realidade não vejo uma grande distância. Difícil acrescentar valor a tudo o que aqui já foi comentado.
Aproveito para agradecer a tua companhia lá na (Serra...) mesmo quando não tive disponibilidade para te acompanhar com maior assiduidade.
Kandandos meus e parabéns por este trabalho criativo.

Vall Nunnes disse...

Boa tarde Mariazita querida!
Que narração maravilhosa, futurista.
Na atual situação educacional não é difícil prever o mundo sem educadores. Agora temos a internet, os sites que ensinam de tudo...tudoooo mesmo!
E como sabiamente coloca, os jovens não ver futuro em ser professor. Diante do exposto em seu texto, meu pai me perguntou se eu realmente quero ser professora, ainda mais nesses dias de tanta falta de respeito a nós, fomos reduzidos a uma categoria sem valor, ganhamos pouco e só devemos dizer amém para as decisões de governos.
Outro dia numa conferencia (CONAE) Conferencia Nacional de Educação, acontece em três etapas: municipal, estadual e nacional. Na última fica definido em documento aquilo que foi debatido nas conferencias anteriores, um plano decenal para a educação do Brasil, um dos palestrantes afirmou que nós educadores somos sonhadores e enquanto acreditarmos que ainda tem jeito vamos continuar fazendo educação. ELE ARRANCOU APLAUSOS EMOCIONADOS DA PLATEIA.
Foi o que respondi ao meu pai, faço educação porque acredito no ser humano e digo sempre pra minhas filhas: alguém precisa querer ser professor, pois se estou hoje atuando em sala de aula, devo muito aos meus antigos e aos atuais mestres.
Faço o que amo e isso me dar forças pra engoli alguns 'sapos'.
Parabéns, parece viver o dia a dia de um professor do lado de dentro.
Beijos minha linda, volto outro dia!

nelma ladeira disse...

Boa noite Mariazita,adorei o seu comentário sobre o professor.
Beijinhos.