quinta-feira, 14 de agosto de 2008

NÃO VOU REPETIR…

Não vou repetir que vou de férias. Já o disse no SEMPRE JOVENS , e poderia parecer provocação…
Mas a verdade é que VOU DE FÉRIAS! Deixem-me gritar bem alto.
Se os vizinhos ouvirem não há problema, é tudo gente boa.
Quanto aos assaltantes, nem pensem! A minha casa (onde resido, não esta vossa “Casa”) vai continuar habitada. Portanto, não vale a pena tentarem. Não têm chance.
Que isto de ir de férias e deixar as casas desabitadas, sem segurança, é um risco muito grande que se corre. Com os amigos do alheio todo o cuidado é pouco…

À laia de despedida lembrei-me de vos deixar aqui um presentinho. Depois de muito pensar ocorreu-me que seria interessante qualquer coisa que vos levasse a meditar…
Enquanto forem meditando vão se lembrando de quem vos deixou motivo para reflexão. Haverá coisa melhor do que isso???

“Amigos são como estrelas. Nem SEMPRE as podemos ver, mas sabemos que elas estão SEMPRE lá”.

O texto que se segue não é de minha autoria. Recebi-o por email, sem indicação de autor. Sempre que conheço a autoria indico-a.
Os posts que aqui publiquei, inteiramente escritos por mim, são apenas (por enquanto…) os que têm a etiqueta «Os meus rabiscos» e «Os meus rabiscos/África”.

E agora, o texto para reflexão.

ATRITOS

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.

Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.

A isso chamamos experiência.


Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.

Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor...

Cada um de nós nasceu com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR.

Foi dado, a cada um de nós essa capacidade, a de AMAR... Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.


Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o AMOR.

E sem ele a VIDA não tem significado.

Fiquem bem. Sejam felizes. Saibam AMAR.


domingo, 10 de agosto de 2008

MANTA DE RETALHOS

Quando se escreve “ao correr da pena”, como se de uma amena conversa se tratasse, corre-se o risco de usar expressões que podem ser mal interpretadas por algum leitor mais atento.

Vem isto a propósito do comentário que um gentil visitante e comentador fez ao post anterior, Sei que a sua intenção não foi dizer "todos nós"
pelo facto de eu ter escrito “todos nós”.
Daí que eu tenha alterado este início de conversa, que começava assim:

- Todos nós sabemos que uma manta de retalhos é feita de…

A verdade é que nem TODOS sabem como se faz ; apenas alguns, mais provavelmente algumas… que uma manta de retalhos é confeccionada com pequenos bocados de tecido, unidos aleatoriamente…

Mas deixemos isso para a próxima aula de corte e costura!
Vamos ver o que tem a dizer-nos esta simpática velhinha.

SOU UMA VELHINHA GAITEIRA











Sou uma velhinha gaiteira. E daí?
Isso incomoda-vos? Lamento!
Preferia que vos agradasse. Mas não posso deixar de dizer que “é para o lado que durmo melhor”.
Esta é uma expressão que usam os meus bisnetos - que, aqui para nós, também me chamam, com ternura, “velhotinha gaiteira” – quando querem significar que não se importam com qualquer coisa..

Gosto de vestir roupas de cores claras, alegres. E daí?
A claridade faz bem aos ossos, ajuda a combater a osteoporose. O ideal mesmo é a luz do sol, pelo menos quinze minutos por dia. Mas nos dias sem sol, ou para quem não pode expor-se aos raios solares, a claridade é um bom substituto.
A alegria é indispensável à vida. É a ela que devo a minha longevidade.
Não sabem que existem “clínicas do riso” onde as pessoas com uma certa idade vão, apenas rir, quinze minutos todos os dias? Vejam como elas são felizes!
“A alegria é um raio de luz, que deve permanecer sempre aceso, iluminando todos os nossos actos, servindo de guia a todos que nos rodeiam”
A vida é muito importante para ser levada a sério – dizia Óscar Wilde.

Gosto de passear no parque, ouvir o chilrear dos passarinhos. E daí?
Quem disse que os parques só podem ser usados pelos meninos que jogam à bola ou brincam ao pião?
Ou pelas meninas, carregando as sua bonecas, brincando às mamãs?
Ou pelas criadas, impecáveis nas suas fardas acabadas de engomar, aventalzinho branco bordado, empurrando os carrinhos dos bebés, que vêm tomar ar fresco?
Esperem! Estou a fazer uma grande confusão…isto acontecia há muitos anos! Deixei-me embalar pelas recordações…
Estou aqui sentada há tanto tempo e ainda não ouvi o cantar de um pássaro! Ouço, sim, as buzinas dos carros, que fazem um barulho infernal.
E o ar fresco e perfumado? Não se sente…Há, isso sim, um cheiro horrível do gás que sai dos tubos de escape.
E as crianças, as poucas que por aqui se vêem, estão agarradas àquelas maquinetas que lhes entortam os olhos. Mexem constantemente os dedinhos, mordem os lábios nervosamente, e não se apercebem de nada à sua volta…

Preocupo-me com a saúde. E daí?
Vou ao médico regularmente. Tomo os medicamentos que ele me receita. Faço os exames que prescreve. Sigo, direitinho, todos os seus conselhos.
• Dizem-me os mais jovens:
• Eu vendo saúde! Sou forte! Para quê perder tempo com médicos?
• Eu também já fui jovem, mas não pensava assim. Sempre me cuidei. Continuem com essa filosofia, e em 2028 cá estaremos, e então conversamos. Bom, EU sei que vou cá estar. Vocês…não sei! Arrisco-me a falar com os vossos ossos, talvez já feitos em pó.
A juventude de agora não pensa! “Esta juventude um espanto!”

Sou vaidosa. E daí?
Olho-me no espelho e vejo um rosto sorridente. As rugazinhas que o enfeitam sorriem comigo. Foi uma oferta do tempo, por tanto que eu soube sorrir.
Os olhos reflectem ternura. E amor. Muito amor. Todo o amor que dei e recebi ao longo de tantos anos.
O peito não é altivo como antigamente…Foi a amamentar os filhos que ele perdeu a altivez. Como os meus filhos gostavam do leitinho da mamã! Era vê-los crescer, fortes, saudáveis, risonhos!
Não há nada como o leite materno para alimentar os bebés.
Hoje há muitas mulheres que não querem amamentar. Dizem que não querem “estragar” o corpo! Como se um filho pudesse estragar a sua mãe!
São jovens, ainda não sabem que, depois de carregarem um filho no ventre durante nove meses, ele ficará para toda a vida no coração.
E esse, o coração, é que é importante não deixar estragar.

Estou a ficar desmemoriada. E daí?
A semana passada fui ao cinema ver um filme qualquer. Já nem me lembro do nome…dos artistas muito menos. Sei que são muito conhecidos, famosos, mas não me recordo dos nomes. Mas isso que importa? Daqui por algum tempo ninguém se lembrará, também! Eu apenas me antecipo a esquecê-los.
Sei é que havia um cheiro forte, enjoativo, no ar. Pipocas, era isso!
E aquele ruído de fundo – crr, crr, crr…Imaginem o som de duzentas ou trezentas pessoas – não sei quantas comporta uma sala de cinema - a mastigar pipocas!
E o ronco do vizinho do lado que não apreciava o género de filmes de…
Acção? Suspense? Policial? Sei lá!...
Não me lembro. E daí?

OBS. – Para que não me interpretem mal… entenda-se “gaiteira” por – alegre, foliona, brincalhona (adjectivo) e não «tocadora de gaita» (substantivo).

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

DERROTADOS PELO EXCESSO

Todos nós consumimos, diariamente, muito mais do que necessitamos para viver.
Na alimentação, cometemos, muitas vezes, excessos, ingerindo uma quantidade de alimentos superior à que seria necessária.
Dirão os que são frugais: eu não faço isso!
Contudo, quantos, de nós, se podem incluir nessa categoria?
O aspecto alimentar é apenas um pequeno exemplo. Na realidade, os humanos exageram no consumo de tudo.
E o nosso pobre planeta está a chegar à exaustão.
Mas isto será tema para uma outra conversa. Por agora quero partilhar convosco um texto de Fátima Irene Pinto, que aborda esta problemática.
No final incluo um vídeo também alusivo a este tema.


DERROTADOS PELO EXCESSO

Ao começara a redigir este texto não sei se vou conseguir passar, de forma clara, a essência daquilo que estou pensando, porque há um excesso de informações na minha mente…acho que bem maior do que o meu cérebro pode suportar.
Você já se sentiu derrotado pelo excesso?
E não se trata de algo que a gente possa controlar, administrar ou filtrar: é uma marca registada do nosso tempo.
No trabalho, por exemplo, os informativos chegam aos borbotões, e há que se mudar as regras do jogo num ritmo desenfreado.
Não há fixação, não há sedimentação, não há uma estrutura gradativa no fio condutor destas mudanças.
Meu cérebro, como auto defesa., simplesmente emperra, enquanto os que tentam abarcar esta “onda-pororoca”* sucumbem ao stress profundo.
Observando crianças na escola, percebo que elas são sobrecarregadas de trabalhos, pesquisas, livros para ler, tendo ainda que fazer inglês e computação, para não ficarem à margem da vida.
Compadeço-me de meus sobrinhos na faculdade.
Após a maratona insana do vestibular, aguarda-os uma outra maratona, que lhes rouba dias e noites de sossego, de lazer e de sono.
Tão jovens e tão stressados!
Fico me perguntando se a vida não cobrará destas crianças e destes jovens a infância e a juventude que não estão podendo viver.
Sim, vivemos um tempo pautado pelo excesso, e, como consequência, pela superficialidade.
Não se “forma” ninguém. Apenas se “informa”, e de modo tão excessivo, que é comum não se lembrar hoje das muitas informações que se teve ontem.
Não apenas informações, mas neste nosso tempo tudo se dá em larga escala.
Você sai e fica aprisionado no trânsito por excesso de carros.
Você liga a TV e há canais em excesso.
Você liga o rádio e se perde no meio das estações.
Você vai ao shopping e se perde no excesso de lojas; e, se entra nas lojas, você se perde no meio das marcas.
Utensílios que você compra hoje como sendo de última geração, em pouco tempo se tornam obsoletos.
Se você tem uma disfunção orgânica há excesso de especialistas e um sem par de exames – que falta faz aquele antigo clínico geral, médico de família!
E mesmo os remédios que você toma são substituídos por outros mais modernos (e mais caros), de última geração.
Aliás, é de praxe, hoje, tomar uma quantia excessiva de remédios para algo que poderia ser resolvido com um chá caseiro e um pouco de repouso.
Se você vai ao banco pagar uma conta ou ao correio postar uma carta, você perde a calma na fila interminável.
Estou citando exemplos que estão vindo à mente, mas com certeza o leitor/a completará a lista com outras tantas menções ao tema a que me reporto.
Até já sei. Você deve ter pensado num excesso esmagador: impostos!
Ou talvez no excesso de políticos corruptos…
Cala-te boca!
Então, para fugir dos excessos do mundo lá fora, ou ao menos dar uma pausa, você vem para o Micro e, com certeza, há uma imensa possibilidade de você ser derrotado pelo excesso de programas, emails, sites, chats, spam e amizades virtuais que, exactamente pelo excesso, têm o mesmo teor de superficialidade, com raríssimas excepções.
Resista bravamente. Afinal, aqui ainda é o seu local preferido!
Mas…se você sucumbir, cantarole comigo a canção que entoo neste momento:

“Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde p’ra plantar e p’ra colher.
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer.”

Fátima Irene Pinto

* Onda-pororoca é um tipo de onda revolta que se forma nos rios, não no mar.


Maria Bethania - Casinha Branca

domingo, 3 de agosto de 2008

VIVA OS HOMENS

Para que não me acusem de publicar textos muito extensos no dia tradicionalmente consagrado ao descanso, hoje decidi publicar um bem pequeno.
Ainda pensei em qualquer coisa do género:

Princípio ************** Fim.

Mas pareceu-me exageradamente curto. Optei pelo que se segue


Viva Os homens,
Por existirem

Viva os homens,
Por nos darem motivo para sermos mulheres

Viva os homens
Que fazem a diferença ser tão especial

Viva os homens
Que são obrigados a sufocar o choro
Para não parecerem menos homens
Que são levados s trabalhar como escravos,
Porque alguém falou que é deles a obrigação de sustentar as mulheres

Viva os homens
Os primeiros a morrer nas guerras,
Os que pegam no pesado,
Porque alguém disse que as mulheres são muito delicadas para tarefas mais árduas

Viva os homens
Que dispensam maquilhagem e não precisam lambuzar-se de batom ou esmalte de unhas vermelho

Viva os homens
Que não precisam amargar horas no salão de beleza, nem gastar rios de dinheiro em boutiques e “grifes” só para parecerem mais “fashion”

Viva os homens
Cujas armas de sedução vão além da simples aparência, e dispensam cremes anti-celulite

Viva os homens
Que conseguem ser amigos uns dos outros, sem disputas, sem fofocas e sem intrigas
Viva os homens
Que nos fazem admirar o belo e o forte, e que nos permitem parecermos tão belas

Viva os homens
Porque sem eles não teria graça nenhuma ser mulher

E viva os homens
Porque todos os dias são deles

Viva os homens
Porque são homens

Têm seu cheiro especial

Toque fenomenal
Braços fortes

Quando amam, amam mesmo

São sempre lindos

e…mesmo grisalhos
conservam seu charme


Fátima Dannemann – Jornalista, escreve crónicas, poemas, humor, ficção

Acharam o texto muito longo? Bom, talvez um pouco, mas…
Os homens MERECEM !
PS - Que lhes parece criarmos o Dia Internacional, Mundia, Regional... ou simplesmente "Blog-al" do HOMEM ??? - "Dia Blogal do Homem"
Vamos pensar nisso? Eu APOIO!