quinta-feira, 19 de junho de 2008

DIA DA CRIANÇA AFRICANA

Na passada segunda feira, dia 16 de Junho, comemorou-se o Dia da Criança Africana.

Como, por enquanto, só faço postagens à Quinta feira e Domingo, e uma das minhas maiores preocupações é com as crianças, aproveito o dia de hoje para lhes prestar homenagem.

O “PÚBLICO.PT” assinalou a data com esta notícia:

"Numa data escolhida pelas trágicas lembranças que o dia 16 de Junho de 1976 traz ao Mundo, é celebrado hoje o Dia da Criança Africana. Numa tentativa de honrar a memória das crianças e estudantes que, naquele dia, perderam a vida numa marcha de protesto na África do Sul, a Organização de Unidade Africana (OUA) quer igualmente chamar a atenção da comunidade internacional para a situação das crianças neste continente. Os órfãos de África: a nossa responsabilidade colectiva é o tema que, este ano, pretende lembrar o número catastrófico de crianças órfãs que perderam os seus pais graças ao HIV-Sida. Os dados não enganam: só na Nigéria, existem cerca de 1,8 milhões de "órfãos da sida", numa população total de 130 milhões de pessoas. Segundo declarações de fonte da Unicef à AFP, as medidas tomadas pelo Governo nigeriano são insuficientes - "as respostas a estes problemas são deixadas para as comunidades resolverem", esclarece a organização."
notícia completa


Em homenagem às crianças de África veja este vídeo

Meninos do Huambo




14 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Hj não estou podendo fazer muitos comentários porque descobriram o meu mal,algo inesperado, meio sério e vou ser operada. Mas deixei um presente para vcs, uma resenha.
Apareçam por lá:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um abraço,
Renata
PS: Estou mandando a mesma mensagem a todos por motivos óbvios.

xistosa - (josé torres) disse...

Os orfãos africanos são a vítimas da ocupação pelo ser superior, branco, que não lhes deram acesso à cultura, instrução e educação.
Foram carne para canhão e só se semearam ódios.
Era assim em Angola, colocando bailundos contra quibundos, os bantus, contra ubandas e deslocando as diversas etnias.
A escola é e foi uma miragem.
Foram escravos livres que só trabalharam.
Vieram as guerras de independência e começaram a aparecer os orfãos.
Não foi a SIDA ou AIDS.
Quem é que andou no terreno, investigando ou fazendo análises ?
A UNICEF que não tem dinheiro para dar um prato de sopa?

Não falem em vítimas da SIDA.
Fale-se antes de racismo, algum encapotado, continua a explorar as riquezas dos pretos(*), que eles extraem para os brancos que depois os abandonam ...
(*) Para mim serão sempre pretos!!!
NEGROS, foram e são os comerciantes de carne, NEGREIROS, que vendiam e agora alugam a mão-de-obra preta.
Esses é que são os NEGROS de NEGREIROS.
Os outros, mesmo que não gostem, para mim serão sempre pretos.
Já em miúdo, o meu maior amigo na escola primária em Castelo Branco, era um preto chamado Chaves ... como gostaria que ele lesse isto!!!

mundo azul disse...

...por vezes, fico a pensar:
- Que triste destino tem os africanos... Parece que tudo que é triste e sofrido, começa lá... Não há respostas para a maioria das nossas perguntas...
Beijos de luz e muita alegria no seu coração!!!

A. João Soares disse...

Discordo um pouco do Xistosa, porque antes de os brancos porem o pé em África já havia profundas rivalidades étnicas, autêntico racismo, que ia até ao extermínio. Na região das Guinés Conakri e Bissau, há cerca de 20 grupos étnicos diferenciados que foram aparecendo sucessivamente, vindos de leste e empurrando para oeste (o mar) os que lá estavam antes.
Mais tarde, antes de os brancos se aventurarem a entrar no interior eram pretos que traziam de la os escravos e os vendiam a outros mais perto do litoral até que chegavam aos brancos. Já as cortes dos faraós do Egipto tinham escravos oriundos do Sudão, do Alto Nilo.
Portanto é masoquismo atribuirmos todo o mal do continente africano aos brancos.
Concordo que muito podia ter sido feito para benefício deles e dos brancos, como, prepará-los profissionalmente para funções mais elevadas nas actividades económicas, quer agrícolas, quer da exploração mineira quer industrial, quer na administração pública. Essa carência de formação e de experiência resultou no caos que se seguiu às independências.
Quase podemos dizer que os africanos estão para o mundo, como os portugueses estão para os países mais desenvolvidos.
Abraço
João

a casa da mariquinhas disse...

Olá, Renata
Lamento muito que o seu estado de saúde não seja tão bom como seria de desejar.
Faço votos para que a operação corra bem, e que recupere rápida e completamente.
Beijos
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Caro José António
Lamento, mas a minha opinião não coincide com a sua, excepto num ponto:
Não foi dado ao povo africano o acesso à instruçao e educação tanto como poderia e deveria ter sido feito.
Mas isso tem raízes muito mais profundas do qua as que aponta.
É só lembrarmo-nos de quem foram os primeiros colonos...
(Sabe, com certeza, a história que lá se contava da "Dona Maria" que "lá na terrinha" era a Micas...)
Essa "discussão" (no bom sentido!)levar-nos-ia muito longe!
Seria óptimo podermos debater essas ideias, mas este espaço é curto para tanto que haveria a dizer.
E o tempo também não é muito. Vou de férias no Domingo à noite!!!
Mas ainda vou postar nesse dia. Apareça por cá.
Um abraço
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Olá, Zélia
É bem verdade que os problemas em África não têm fim à vista, depois de tantos e tantos anos de sofrimento.
Segundo um amigo meu, engenheiro, que esteve lá há muito pouco tempo, começa a verificar-se uma violência urbana que não se via há uns anos atrás.
O mal alastra por todo o lado.
Beijos carinhosos para si.
Mariazita

a casa da mariquinhas disse...

Meu caro João
Quem por lá andou, como nós (eu tenho 7 anos de África), sabe bem que o racismo existe entre eles, talvez mais forte do que entre brancos e pretos.
Entre algumas etnias existe um verdadeiro ódio de morte.
O meu amigo lembra muito bem o problema da escravatura.
É bem sabido que eram os próprios que "caçavam" e entregavam, para escravos, os seus irmãos de raça.

Muito poderia ter sido feito, de facto, e não se fez.
Se se tivesse investido mais nas áreas que aponta, não teria havido os milhares de "retornados" que tiveram que voltar para Portugal, nas precárias condições em que vieram, aquando da independência.

Esta conversa dava "pano para mangas"!
Como diz um amigo meu: "ora aí está um bom assunto para conversarmos à mesa do café".
Bom Fim de Semana.
Beijinhos
Mariazita

Vieira Calado disse...

E é bem feito!
Cumprimentos

a casa da mariquinhas disse...

Vieira Calado
Agradeço a sua visita, mas... não entendi o comentário!
O que é que "É bem feito!" ???
Um abraço
Mariazita

Carlos Rebola disse...

A minha solidariedade pelas crianças africanas e por todas as crianças do mundo que sofrem, por culpa de alguns adultos irresponsáveis mas com responsabilidades atribuídas, incluo-me pela passividade frequente.
Beijos
Carlos Rebola

Vieira Calado disse...

Desejo-lhe umas excelentes férias.
E cá estaremos...
Bjs

Pena disse...

Linda Amiga:
Na voz linda de Paulo de Carvalho num poema doce sobre os "Meninos de Huambo" e pela sua pena um brilhante texto explicativo dos horrores da guerra em Àfrica perpetados sobre as frágeis crianças que em nada têm culpa da insensatez e crueldade dos homens.
Belíssimo!
Adorei!
Que tudo, mas tudo, seja feito para o seu bem-estar e felicidade das crianças Africanas e de todo o Planeta que merecem por completo.
Beijinhos de parabéns pela solidariedade, justiça e verdade.
Pelo seu valor humano e pelo imenso sentimento de solidariedade.
Com imensa admiração e encanto pelo seu valor

pena

Oliver Pickwick disse...

Há muita miséria e maltrato em torno de muitas crianças no mundo. Mas, sem dúvida nada que se compare ao da criança da maioria dos países da África.
Louvo a sua lembrança.
Um beijo!